ITABIRA – O Fórum Desembargador Drummond é palco, desde as primeiras horas desta terça-feira (25), de um julgamento que resgata um episódio de violência que chocou o bairro Monsenhor José Lopes. Matheus Henrique de Freitas senta-se no banco dos réus para responder pelo assassinato de Douglas Henrique Silva Ribeiro, ocorrido em maio de 2024. O crime, marcado por contornos de crueldade e motivação ligada ao tráfico, coloca em xeque a segurança e a justiça na região.
Emboscada e Execução
Segundo a denúncia do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o crime foi meticulosamente planejado. Matheus, acompanhado de comparsas e de um menor de idade, teria monitorado os passos de Douglas antes de agir. A vítima, de 21 anos, não teve chance de defesa: foi surpreendida em via pública com disparos pelas costas e, mesmo após cair, foi alvejada novamente até a morte.
Além do Homicídio: Coação e Tráfico
A acusação não se limita ao assassinato. O réu enfrenta uma lista extensa de crimes que agravam sua situação processual:
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Motivo Torpe: Disputa por territórios de venda de entorpecentes.
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Perigo Comum: Disparos efetuados em via pública, colocando terceiros em risco.
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Corrupção de Menores: Envolvimento de adolescente na ação criminosa.
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Constrangimento Ilegal: Relatos de que o réu teria ameaçado a mãe da própria vítima dias após o homicídio.
A Voz da Sociedade
Preso preventivamente desde pouco tempo após o crime, Matheus agora enfrenta o Conselho de Sentença. Para o promotor Jonas Monteiro, o julgamento é a resposta necessária do Estado a crimes de extrema gravidade. Cabe agora aos cidadãos itabiranos, representados pelo júri, decidir o destino do acusado e o peso da justiça sobre os atos cometidos na fatídica noite de 1º de maio.
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