Anvisa aprova medicamento para câncer linfático destinado a pacientes que não responderam a tratamentos anteriores.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro do Lunsumio (mosunetuzumabe), novo medicamento destinado ao tratamento de adultos com linfoma folicular recidivado ou refratário após pelo menos duas linhas de terapia anteriores. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União.
O linfoma folicular é um tipo de câncer do sistema linfático que, em geral, apresenta crescimento mais lento. A doença pode atingir os gânglios linfáticos, a medula óssea e outros órgãos. Entre os possíveis sintomas estão febre, cansaço, suor noturno, perda de peso sem causa aparente e o surgimento de caroços indolores no pescoço, nas axilas ou na virilha.
Como funciona o medicamento
O mosunetuzumabe é um anticorpo monoclonal biespecífico. O medicamento atua simultaneamente sobre duas estruturas: o CD20, presente nas células B malignas, e o CD3, encontrado nos linfócitos T, células responsáveis por parte da resposta imunológica.
Ao conectar essas estruturas, o medicamento direciona e ativa os linfócitos T para reconhecer e eliminar as células tumorais.
Forma de administração é diferencial do novo remédio
Outra característica do Lunsumio é a forma de administração. O produto é apresentado como solução pronta para uso e aplicado por via subcutânea, em frascos de 5 mg/0,5 mL e 45 mg/1 mL.
Segundo a descrição do medicamento, a aplicação pode proporcionar maior praticidade e reduzir o tempo necessário para a administração da terapia, em comparação com formulações que exigem preparo mais complexo antes da aplicação.
O que muda para pacientes com linfoma folicular
A aprovação amplia as opções terapêuticas disponíveis no país para pacientes que já passaram por diferentes tratamentos e tiveram retorno da doença ou não obtiveram resposta adequada às terapias anteriores.
O que é um anticorpo monoclonal biespecífico
Anticorpos monoclonais biespecíficos são uma classe de medicamentos que ganhou espaço na oncologia nos últimos anos, justamente por conseguirem atuar sobre dois alvos diferentes ao mesmo tempo — no caso do Lunsumio, aproximando células do sistema imunológico das células tumorais para potencializar o ataque contra o câncer. Essa abordagem tem sido explorada em diversos tipos de tumores hematológicos, como uma alternativa a terapias mais invasivas ou de maior toxicidade para o paciente.
Fonte: Rádio Itatiaia
Este conteúdo é informativo e não substitui orientação médica. Consulte sempre um profissional de saúde para avaliação individual.