O caso dos policiais militares presos por roubo de carga na BR-381 ganhou novos e graves desdobramentos. Além do sargento de 42 anos e do soldado de 28 anos já detidos, um guarda civil municipal de Ipatinga foi apontado como suspeito de participação no crime — e segue foragido. A Polícia Militar confirmou as informações durante coletiva de imprensa realizada na tarde desta quinta-feira, 28 de maio.
Os dois PMs presos atuavam em um pelotão em São Gonçalo do Rio Abaixo, vinculado ao 26º Batalhão da Polícia Militar, sediado em Itabira. A identificação deles foi possível graças à troca de informações de inteligência entre a PMMG e a Polícia Rodoviária Federal (PRF), após um dos ocupantes do caminhão tombado anotar as placas dos veículos utilizados no assalto.
O crime aconteceu na manhã de quarta-feira, 27 de maio, no km 303 da BR-381, em Antônio Dias, após o tombamento de um caminhão carregado com mercadorias diversas. Os suspeitos chegaram ao local em três veículos — uma Chevrolet S10 preta, um Volkswagen Polo prata e uma Saveiro branca — e se apresentaram como responsáveis pela escolta da carga em nome de uma seguradora. Quando o motorista confirmou que não havia contratado nenhuma seguradora, a situação mudou: sob ameaça de arma de fogo e com disparos efetuados para o alto, os homens passaram a retirar as mercadorias.
A carga subtraída incluía pneus, roupas, brinquedos, motocicletas elétricas e produtos eletrônicos, que foram escondidos às margens da rodovia após o acidente antes de serem carregados pelos suspeitos.
Durante buscas nas residências dos dois policiais presos, foram apreendidos duas pistolas, munições, carregadores, celulares e a própria caminhonete S10 preta utilizada na ação criminosa.
O tenente-coronel Allan Mendes Soares, que conduziu a coletiva, alertou que a investigação não se encerra nos três suspeitos identificados. Segundo ele, câmeras e testemunhos apontam que seis indivíduos participaram do crime — e apenas três foram identificados até agora. A hipótese de outros envolvidos não está descartada.
Os celulares apreendidos serão analisados no decorrer das investigações. A polícia também apura se os suspeitos faziam parte de um esquema organizado de monitoramento de acidentes e cargas nas rodovias por meio de grupos de comunicação.
Os dois militares foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil de Itabira e devem ser transferidos posteriormente para unidades prisionais militares em Governador Valadares e Ubá. Parte da carga roubada ainda não foi recuperada.
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