Um homem de 60 anos foi preso em flagrante nesta sexta-feira, 12 de junho, em Curvelo, na Região Central de Minas Gerais, após tentar subornar policiais civis que atuavam como examinadores em uma banca de exames práticos de direção veicular. O candidato havia cometido uma falta eliminatória durante a prova e, ao ser advertido pelos examinadores, decidiu tentar resolver a situação do pior jeito possível: oferecendo dinheiro para ser aprovado.
Segundo a Polícia Civil de Minas Gerais, o homem foi detido ainda durante a realização da prova e autuado pelo crime de corrupção ativa — que ocorre quando o cidadão oferece ou promete vantagem a um funcionário público para que pratique ou omita um ato de ofício. Com o suspeito, os policiais apreenderam R$ 2 mil em dinheiro e um aparelho celular. Ele foi encaminhado à delegacia para a formalização da prisão.
O episódio é, ao mesmo tempo, inusitado e revelador. Inusitado pela audácia do candidato em tentar subornar agentes públicos dentro da própria banca examinadora — ou seja, na frente dos mesmos policiais que estavam avaliando sua conduta. Revelador porque aponta para uma mentalidade que ainda persiste em parte da sociedade brasileira: a ideia de que regras podem ser contornadas com dinheiro, inclusive em situações tão regulamentadas quanto um exame de habilitação.
O exame prático de direção é uma etapa fundamental para garantir que apenas motoristas com capacidade técnica mínima circulem pelas vias públicas. Faltas eliminatórias existem justamente para barrar candidatos que não demonstram condições seguras de conduzir um veículo. Quando alguém tenta burlar esse processo, coloca em risco não apenas sua integridade moral — mas também a segurança de outros motoristas e pedestres que dividem as ruas com condutores sem o preparo necessário.
O crime de corrupção ativa, previsto no artigo 333 do Código Penal brasileiro, pode resultar em reclusão de dois a doze anos e multa. A tentativa de suborno em uma situação tão documentada quanto um exame oficial — com câmeras, avaliadores e todo o aparato burocrático da banca — torna a situação ainda mais difícil de compreender do ponto de vista do suspeito.
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