A pacata cidade de Belo Vale, em Minas Gerais, está em choque após a revelação de um caso brutal de maus-tratos contra um bebê de apenas um ano e seis meses. A gravidade da situação levou a Justiça mineira a decretar, nesta semana, a prisão preventiva da mãe, de 25 anos, e do padrasto, de 28 anos, após a criança ter sido levada para uma Escola Municipal de Educação Infantil (EMEI) apresentando ferimentos severos por todo o corpo.
O Despertar do Pesadelo O crime foi descoberto na última sexta-feira (6), quando funcionárias da creche notaram o estado alarmante do menino. O bebê apresentava o rosto inchado, hematomas na cabeça e diversas marcas de mordidas humanas na face e nas pernas. Diante do cenário, a equipe escolar acionou imediatamente a Polícia Militar e o Conselho Tutelar.
Ao ser confrontada, a mãe demonstrou agressividade e tentou minimizar as agressões, alegando inicialmente que as marcas seriam fruto de brigas entre irmãos. Contudo, as investigações apontaram que ela havia deixado o filho sozinho sob os cuidados do companheiro durante toda a noite anterior.
Relatos de Pavor e Ameaças No hospital, o diagnóstico confirmou a barbárie: politraumatismo, sinais de traumatismo cranioencefálico e síndrome de maus-tratos. O caso ganhou contornos ainda mais sombrios com o depoimento dos irmãos mais velhos da vítima, de quatro e seis anos. As crianças relataram que o padrasto era o autor das agressões e mordidas, além de revelarem que também eram vítimas de violência física e viviam em um ambiente de constantes brigas e uso de entorpecentes.
Mesmo diante das autoridades, a mãe chegou a proferir ameaças contra as profissionais da creche que denunciaram o crime, o que reforçou a decisão judicial pela manutenção da sua prisão.
Decisão Judicial Durante a audiência de custódia, a juíza Luísa Filardi Siqueira destacou a "gravidade concreta" do caso e o risco à ordem pública, convertendo a prisão em preventiva. A magistrada enfatizou que a liberdade dos suspeitos colocaria em risco não apenas a instrução do processo, mas a segurança das testemunhas.
Enquanto o casal aguarda o julgamento atrás das grades, as três crianças foram retiradas do ambiente familiar insalubre e estão sob a guarda provisória de um parente materno, recebendo acompanhamento da rede de proteção social.
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