OURO PRETO / CONGONHAS (MG) — Dois extravasamentos registrados em áreas operacionais da Vale entre Ouro Preto e Congonhas, na Região Central de Minas Gerais, no domingo (25), desencadearam uma sequência de medidas que inclui suspensão de alvarás municipais, paralisação das atividades e autuação anunciada pelo Governo de Minas. Segundo autoridades, não houve feridos nem rompimento de barragens, e a situação passou a ser acompanhada por órgãos ambientais e pela Agência Nacional de Mineração (ANM). :contentReference[oaicite:0]{index=0}
Linha do tempo: o que aconteceu
- Madrugada de domingo (25): o primeiro caso ocorreu na Mina de Fábrica, em Ouro Preto; o líquido atingiu dependências da CSN Mineração. :contentReference[oaicite:1]{index=1}
- Horas depois: um segundo extravasamento de água com sedimentos foi registrado na Mina Viga, entre as regiões da Plataforma e do Esmeril, em Congonhas. :contentReference[oaicite:2]{index=2}
Impactos ambientais e apuração em rios da região
De acordo com a Prefeitura de Congonhas, os extravasamentos provocaram impactos ambientais, com atingimento do Rio Goiabeiras e possibilidade de alcançar o Rio Maranhão. O prefeito Anderson Cabido afirmou que foram “mais de 200 mil metros cúbicos de água” carregando sedimentos ao longo do trajeto. :contentReference[oaicite:3]{index=3}
Em vídeo nas redes sociais, o secretário municipal de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, João Luís Lobo, criticou a demora na comunicação das ocorrências, chamando a situação de “omissão”. :contentReference[oaicite:4]{index=4}
O que diz a Vale
Em entrevista à Itatiaia, o vice-presidente executivo técnico da Vale, Rafael Bittar, atribuiu os extravasamentos ao volume de chuvas na Região Central e afirmou que a população não corre riscos. Segundo ele, não houve transporte de rejeito e as estruturas estariam estáveis, sem alteração do nível de emergência. :contentReference[oaicite:5]{index=5}
Governo de Minas anuncia autuação
O Governo de Minas informou que irá autuar a Vale por danos ambientais e pela demora na comunicação dos extravasamentos. Segundo o Estado, foram identificados danos ambientais relacionados ao carreamento de sedimentos e ao assoreamento de cursos d’água afluentes do Rio Maranhão. :contentReference[oaicite:6]{index=6}
Congonhas suspende alvarás; Vale paralisa unidades
A Prefeitura de Congonhas anunciou a suspensão provisória dos alvarás de funcionamento das minas da Vale no município, citando “materialização do risco” e a necessidade de medidas para eliminar ou controlar os riscos identificados. :contentReference[oaicite:7]{index=7}
Após a notificação, a Vale informou que suspendeu as operações nas unidades de Fábrica e Viga, e declarou que as barragens na região seguem com condições de estabilidade e segurança inalteradas, com monitoramento contínuo. :contentReference[oaicite:8]{index=8}
ANM investiga responsabilidades
A Agência Nacional de Mineração afirmou que as ocorrências não envolveram ruptura, colapso ou comprometimento de barragens ou pilhas. No Complexo Mina de Fábrica, o evento estaria associado a uma infraestrutura instalada na área operacional; já na Mina Viga, foi registrado extravasamento em um sump (estrutura de drenagem). A agência informou que equipes de fiscalização estão nos locais e que o caso segue sob acompanhamento técnico. :contentReference[oaicite:9]{index=9}
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