A conclusão completa dos blocos 4, 5 e 6 da expansão do campus da Universidade Federal de Itajubá (Unifei) em Itabira está prevista para o primeiro semestre de 2027. A atualização do cronograma foi comunicada à imprensa nesta terça-feira (9) pelo secretário municipal de Obras e Zeladoria Urbana de Itabira, Anderson da Silva Alves, o "Fofão", após prestação de contas realizada na Câmara Municipal.
De acordo com o secretário, os três edifícios já registram entre 60% e 70% de execução física e encontram-se na fase de instalação das coberturas. O bloco 4 tem entrega prevista entre outubro e novembro de 2026, enquanto os blocos 5 e 6 permanecem com previsão para o primeiro semestre do próximo ano.
Histórico de atrasos e novo acordo de financiamento
A expansão do campus da Unifei em Itabira é esperada desde 2020, quando os três prédios foram anunciados com prazo de conclusão para 2022. A pandemia, a elevação dos custos da construção civil e a necessidade de repactuação dos investimentos resultaram em sucessivos adiamentos. Em julho de 2025, a gestão anterior da Secretaria de Obras havia projetado a entrega para agosto de 2026.
Em agosto de 2025, a Prefeitura de Itabira, a Vale e a Unifei formalizaram um novo acordo que garantiu aporte adicional de R$ 60 milhões por parte da mineradora, somando-se aos R$ 100 milhões já investidos em 2020. O investimento total da Vale no projeto chegou a R$ 160 milhões, contemplando a construção dos prédios, melhorias na infraestrutura do entorno do campus e a implantação do HUB de Educação e Tecnologia. O município já havia investido aproximadamente R$ 64 milhões desde o início das obras.
Impacto para a universidade e para Itabira
O campus da Unifei em Itabira, fundado em 2008, atende atualmente cerca de 1.800 alunos em 11 cursos de graduação nas áreas de Engenharia, Ciência, Tecnologia e Matemática, além de programas de pós-graduação. Com a conclusão dos novos blocos, a universidade poderá ampliar sua capacidade de atendimento, expandir a oferta de cursos e fortalecer atividades de pesquisa, desenvolvimento tecnológico e empreendedorismo na região.
O secretário Anderson Alves ressaltou que a obra não integrou o balanço apresentado pela Secretaria de Obras por ser financiada majoritariamente pela Vale, mas garantiu que os trabalhos seguem em ritmo regular: "Essa obra não apareceu na apresentação porque é financiada pela Vale. Mas ela está performando e segue a todo vapor."
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