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Segunda menina envolvida no mesmo afogamento morre quase uma semana após a primeira vítima, ambas internadas no CTI do Centro Materno Infantil de Betim.
BETIM (MG) — A segunda criança vítima do afogamento na Lagoa Várzea das Flores, em Betim, na Grande BH, morreu na tarde da última sexta-feira (2). A menina, de 10 anos, havia sido resgatada após se afogar no fim de setembro e permanecia internada no Centro de Terapia Intensiva (CTI) do Centro Materno Infantil (CMI) de Betim.
A informação foi confirmada pela Prefeitura de Betim, que prestou solidariedade aos familiares e amigos da vítima em nota conjunta com o CMI.
A outra criança envolvida no mesmo episódio, também de 10 anos, havia morrido na noite de segunda-feira (28/9), após complicações no quadro de saúde. Ela também estava internada no CTI da unidade. Veja outros casos de afogamento registrados em Minas Gerais.
Relembre o caso
O afogamento aconteceu no domingo (27/9), na altura do bairro Jardim das Alterosas, às margens da lagoa. As duas meninas brincavam na região da orla quando desapareceram temporariamente na água, sendo notada a ausência pelos banhistas que estavam no local.
Os banhistas iniciaram as buscas e conseguiram retirar as duas crianças desacordadas de dentro da lagoa. Ainda na orla, pessoas presentes fizeram os primeiros socorros, com manobras de ressuscitação cardiopulmonar, até a chegada das equipes do Corpo de Bombeiros e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
Após procedimentos avançados de reanimação, os batimentos cardíacos das duas meninas foram restabelecidos ainda no local. Elas foram levadas inconscientes e em estado grave ao Centro Materno Infantil de Betim, onde permaneceram internadas até os óbitos registrados nas semanas seguintes.
Por que o afogamento infantil costuma ter desfechos tão graves
Mesmo quando a vítima é reanimada e tem os batimentos cardíacos restabelecidos ainda no local do afogamento, o tempo de privação de oxigênio ao cérebro durante a submersão pode causar lesões neurológicas graves e irreversíveis, levando a complicações que se desenrolam ao longo de dias ou semanas de internação, como ocorreu nos dois casos.
Especialistas em segurança aquática costumam reforçar a importância da supervisão constante de crianças em lagoas e áreas de lazer à beira d'água, já que esse tipo de ambiente — diferentemente de piscinas com borda e profundidade demarcadas — pode apresentar variações bruscas de profundidade e correntes não perceptíveis a olho nu.
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Fonte: Estado de Minas