Uma operação coordenada entre a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) e a Polícia Federal (PF) resultou, no último domingo (15), na prisão de um dos criminosos mais procurados do estado. Douglas de Azevedo Carvalho, amplamente conhecido no submundo como "Mancha", foi localizado e detido em um condomínio de alto padrão em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia.
Apontado como uma das principais lideranças do tráfico internacional com base em Minas, Mancha levava uma vida de ostentação no país vizinho, habitando uma mansão avaliada em quase R$ 15 milhões. No momento da abordagem, os agentes apreenderam cerca de US$ 60 mil em espécie, além de documentos de identidade bolivianos e um passaporte italiano — todos falsificados.
Fuga cinematográfica e fraude no sistema
A trajetória de Mancha para evitar a justiça inclui episódios inusitados. Em 2024, após receber o benefício da prisão domiciliar, o traficante conseguiu enganar o monitoramento eletrônico ao prender sua tornozeleira em um macaco de pelúcia para despistar a polícia durante sua fuga da região de Escarpas do Lago.
As investigações apontam que a organização criminosa liderada por ele é suspeita de tentar fraudar o sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para remover mandados de prisão em aberto ilegalmente.
Extradição e Justiça
Após os trâmites legais na Bolívia, o preso foi extraditado para o Brasil em um jato da Polícia Federal, desembarcando no Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, nesta terça-feira (17). Ele agora segue para o sistema prisional mineiro, onde responderá por crimes de tráfico internacional e interestadual de drogas, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa.
As autoridades confirmaram que ele possuía conexões com facções do Rio de Janeiro e de São Paulo, utilizando portos brasileiros para escoar drogas com destino à Europa e Ásia.
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