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Terça-feira, 25 de Agosto 2026
Policia

PF descobre esquema de diplomas falsos de Medicina em Minas Gerais

Ação identificou ao menos 45 pessoas registradas como médicas que teriam pago por documentos falsificados para obter registro profissional

Walisson Silva
Por Walisson Silva
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PF descobre esquema de diplomas falsos de Medicina em Minas Gerais
Pelo menos 45 pessoas já registradas como médicas ou médicos em Conselhos Regionais de Medicina teriam pago ao grupo Reprodução/PF
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MONTES CLAROS (MG)- A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (12) a Operação Canudo, voltada à apuração de um esquema de comercialização de diplomas falsos e adulteração de documentos acadêmicos ligados a cursos de Medicina.

A ação resultou no cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão nas cidades mineiras de Montes Claros e Bocaiúva, além de dois mandados de prisão preventiva e um de prisão temporária contra os envolvidos.

Segundo a corporação, ao menos 45 pessoas atualmente registradas como médicas em Conselhos Regionais de Medicina teriam pagado ao grupo investigado para conseguir documentos fraudulentos.

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O suspeito apontado como líder do esquema já havia sido alvo de investigação anterior da PF, relacionada a uma organização criminosa que fraudava o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

De acordo com a Polícia Federal, a apuração atual teve início em 2023, a partir da apreensão de um diploma falso de Medicina apresentado ao Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul.

As investigações apontam que esse documento teria sido fornecido justamente por um dos suspeitos que hoje respondem pela Operação Canudo.

Conforme a corporação, o grupo mantinha uma estrutura voltada à falsificação e venda de diplomas, históricos escolares e outros documentos acadêmicos usados para fins fraudulentos.

Esse material era utilizado para viabilizar o ingresso ou a transferência de estudantes para cursos de Medicina, além de possibilitar posteriormente a obtenção de registro profissional junto aos Conselhos Regionais de Medicina (CRM).

A PF explica que os documentos falsificados também permitiam que estudantes entrassem diretamente em cursos de Medicina já em andamento, incluindo períodos finais da graduação.

Nessas situações, a fraude consistia em apresentar o aluno como se estivesse sendo transferido de uma faculdade para outra, mascarando a real origem de sua formação acadêmica.

Segundo as investigações, o esquema tinha ramificações em diferentes estados do país, não se restringindo apenas ao território mineiro.

As apurações continuam em andamento, com o objetivo de identificar outras pessoas que possam ter contratado ou se beneficiado dos serviços irregulares oferecidos pelo grupo.

Suspeito principal já havia sido investigado antes

O suspeito apontado como principal líder da Operação Canudo já havia sido alvo de investigação da Polícia Federal em 2016, quando foi identificada uma organização criminosa dedicada a fraudar o Enem.

Na época, a apuração revelou que professores e estudantes eram recrutados para realizar as provas e repassar os gabaritos, por meio de dispositivos eletrônicos, a candidatos que pagavam valores altos para obter vantagem indevida no exame.

Aquela investigação alcançou três estados brasileiros e resultou na prisão de diversos integrantes da organização criminosa identificada na época.

Walisson Silva

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Walisson Silva

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