A região da Zona da Mata mineira enfrenta uma das maiores catástrofes naturais de sua história recente. O balanço mais atualizado, divulgado pelas autoridades estaduais e pelo Corpo de Bombeiros na manhã desta quarta-feira (25), confirma que 36 pessoas perderam a vida em decorrência das chuvas avassaladoras que atingiram o sudeste de Minas Gerais entre segunda e terça-feira.
O cenário é de guerra, especialmente em Juiz de Fora, onde o volume de chuva superou todas as médias históricas, fazendo o Rio Paraibuna transbordar e desencadeando deslizamentos de terra fatais. Até o momento, 30 mortes foram confirmadas apenas no município, que também contabiliza 31 desaparecidos e cerca de 3 mil pessoas que precisaram deixar suas casas.
Em Ubá, a força das águas também deixou marcas profundas. A prefeitura confirmou seis óbitos, todos causados por soterramentos. A cidade sofreu com a maior inundação dos últimos anos após registrar 170 milímetros de precipitação em um intervalo de poucas horas, arrastando veículos e destruindo imóveis.
Mobilização e Alerta Permanente
Uma força-tarefa composta por mais de 130 militares e equipes de saúde enviadas pelo governo federal trabalha intensamente nas áreas críticas, como o Parque Lamonier, em Juiz de Fora, onde residências foram completamente soterradas. O Governo de Minas Gerais e as prefeituras locais decretaram estado de calamidade pública para acelerar o envio de recursos e assistência às vítimas.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mantém o alerta vermelho para a região, indicando que o risco de novos deslizamentos e alagamentos permanece alto, já que o solo está completamente encharcado e a previsão indica continuidade das chuvas nas próximas 24 horas.