A situação clínica do ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente cumprindo pena na Penitenciária da Papuda, sofreu um revés que ultrapassou as paredes do hospital e chegou aos gabinetes do Supremo Tribunal Federal (STF). Internado com um quadro de broncopneumonia bilateral, Bolsonaro apresentou, nas últimas horas, uma queda na função renal e aumento nos marcadores inflamatórios, o que mantém sua permanência na UTI sem previsão de alta.
Embora o laudo oficial da Polícia Federal tenha indicado anteriormente que o sistema prisional teria condições de oferecer assistência, a recorrência das internações — esta é a sexta desde abril do ano passado — mudou o tom das discussões em Brasília. Nos bastidores da Corte, uma ala de ministros já expressa receio de que um eventual agravamento fatal possa gerar uma crise de instabilidade política e mobilizações sociais de grande escala.
A defesa, liderada por seus advogados e apoiada por parlamentares aliados, intensificou a pressão por uma "prisão domiciliar humanitária". O argumento central é que o isolamento e as condições do cárcere estão acelerando o declínio físico e psicológico do ex-mandatário. Enquanto o ministro Alexandre de Moraes aguarda atualizações periciais mais detalhadas, o cenário de saúde de Bolsonaro se tornou o novo epicentro da tensão entre o Judiciário e a oposição.
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