Um homem de 33 anos, apontado como agiota, foi morto a tiros na noite desta segunda-feira (2/2) na Avenida José Faria da Rocha, no bairro Eldorado, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A principal suspeita do homicídio é uma mulher da mesma idade, conforme informações da Polícia Militar.
Quando os militares chegaram ao local, a vítima já estava caída ao solo e recebia atendimento do Corpo de Bombeiros. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado em seguida e confirmou a morte. A perícia da Polícia Civil realizou os trabalhos técnicos e recolheu materiais que podem ajudar na investigação.
Em depoimento à PM, a mulher relatou que conversava com o homem dentro de um veículo quando outro automóvel teria colidido com o carro em que estavam. Segundo a versão apresentada, a vítima desceu para verificar o ocorrido e, nesse momento, ela teria ouvido disparos de arma de fogo, correndo em seguida para uma borracharia próxima.
A suspeita afirmou que, ao retornar ao local, recolheu seu celular e o telefone da vítima, entrando em contato com o marido para informar o ocorrido. Ainda conforme seu relato, a motivação do crime pode estar ligada à atuação do homem como agiota.
O irmão da vítima chegou ao local bastante alterado e passou a acusar a mulher de envolvimento direto no homicídio, proferindo insultos. O veículo utilizado pela vítima ficou sob a custódia dele. O familiar também confirmou à polícia que o homem atuava com empréstimos informais de dinheiro.
A noiva da vítima contou que, durante um jantar, o companheiro recebeu uma ligação de uma mulher afirmando que faria o pagamento de uma dívida. Inicialmente, ele teria recusado o encontro, mas acabou aceitando após deixá-la em casa. No celular do homem, os policiais encontraram uma nota de R$ 50, que havia sido entregue à noiva. O aparelho foi apreendido para análise.
Um amigo da vítima relatou que, no dia 31 de janeiro, almoçou com o homem, que teria confidenciado a existência de uma dívida de aproximadamente R$ 425 mil, atribuída a uma mulher, além de dificuldades para conseguir realizar a cobrança.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que apura a motivação do crime, a dinâmica dos fatos e o possível envolvimento de outras pessoas.
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