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Terça-feira, 25 de Agosto 2026
Policia

Técnico de radiologia é indiciado por filmar pacientes nuas em clínica de Itabira

Investigação da Polícia Civil revelou que o suspeito de 46 anos agia de forma habitual; pelo menos cinco mulheres foram vítimas do crime de registro não autorizado da intimidade.

Walisson Silva
Por Walisson Silva
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Técnico de radiologia é indiciado por filmar pacientes nuas em clínica de Itabira
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Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), por meio da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) de Itabira, finalizou o inquérito policial que investigava crimes contra a dignidade sexual em uma clínica da cidade. Um técnico de radiologia, de 46 anos, foi indiciado por filmar pacientes nuas durante exames médicos.

O caso começou a ser investigado em 27 de novembro de 2025, após uma paciente de 28 anos descobrir um celular oculto no bolso de um jaleco. O aparelho estava posicionado estrategicamente para registrar sua nudez enquanto ela se preparava para um exame radiológico admissional.

Prática Habitual e Perícia Digital

A investigação criminal, liderada pela DEAM, reuniu depoimentos de vítimas e testemunhas, além de um robusto laudo pericial. A perícia digital no dispositivo apreendido confirmou que o suspeito preparava o equipamento antes da entrada de cada paciente na sala.

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Os arquivos encontrados na galeria do técnico revelaram que a conduta era habitual. Segundo a Polícia Civil, a perícia confirmou que o investigado praticou o crime contra, no mínimo, cinco mulheres diferentes. Em seu interrogatório, o técnico admitiu os fatos, alegando motivações de "segurança pessoal".

"A conduta apurada revela um profundo desrespeito à autodeterminação da imagem e à inviolabilidade da intimidade feminina. A análise técnica ratifica o registro não autorizado em contexto de atendimento profissional", destacou o Delegado João Martins Teixeira Barbosa.

Consequências Legais

O investigado foi indiciado com base no Artigo 216-B do Código Penal (registro não autorizado da intimidade sexual). O inquérito foi enviado para o Ministério Público, que dará seguimento ao processo judicial. A quebra de confiança entre o profissional de saúde e as pacientes foi um dos pontos mais graves destacados pela autoridade policial.

FONTE/CRÉDITOS: PCMG
Walisson Silva

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Walisson Silva

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