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Uma menina indígena de 1 ano e 4 meses, da etnia Warao, morreu na última quinta-feira, 28 de maio, no Hospital Regional de Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A causa foi um quadro grave de desnutrição e desidratação — e, segundo denúncia encaminhada a órgãos de fiscalização, a tragédia poderia ter sido evitada.
De acordo com o documento, a criança teria permanecido cerca de oito dias sem ingerir alimentos ou líquidos antes de receber qualquer atendimento médico. Quando finalmente foi identificada, já apresentava desnutrição crônica grave, desidratação severa e risco iminente de morte.
A morte acontece em meio a denúncias de falhas graves na assistência à saúde prestada à comunidade Warao, que vive na ocupação Mãe Terra, em Betim. Segundo o documento, os moradores estão há mais de dois anos e meio sem cobertura efetiva de um Agente Comunitário de Saúde (ACS) — profissional responsável por visitas domiciliares, acompanhamento de famílias e identificação precoce de situações de risco. Os autores da denúncia sustentam que o caso da menina poderia ter sido detectado a tempo caso houvesse esse acompanhamento regular.
O documento também relata outras situações consideradas graves na mesma comunidade: mortes de crianças e adolescentes por problemas respiratórios e o caso de uma adolescente grávida que morreu após complicações na gestação sem ter realizado pré-natal.
Em nota, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais informou que acompanha, junto ao município de Betim, as averiguações sobre os óbitos envolvendo crianças da comunidade Warao. A pasta destacou que a investigação epidemiológica desses casos é obrigatória pelo SUS e que a supervisão dos agentes comunitários de saúde é de responsabilidade do município.
Os denunciantes pedem investigação sobre a ausência de um ACS fixo na região e sobre a possível relação entre a falta de assistência e os óbitos registrados.
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