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Um homem de 28 anos foi preso e um Fiat Palio foi apreendido no sábado (17), em Caratinga, por suspeita de adulteração dos sinais identificadores. Segundo a PM, o carro seria um clone de outro veículo que circula em Belo Horizonte.
CARATINGA (MG) – A Polícia Militar, por meio do 62º Batalhão, apreendeu um veículo com indícios de adulteração de sinal identificador e prendeu um homem de 28 anos no sábado (17), em Caratinga, no Leste de Minas.
O carro apreendido é um Fiat Palio. De acordo com a PM, havia suspeita de que se tratava de um veículo clonado.
Denúncia apontava carro original em BH
Durante o patrulhamento, os militares receberam a informação de que o Palio poderia ser clonado e de que o automóvel original estaria circulando em Belo Horizonte.
As equipes então localizaram e abordaram o veículo nas proximidades da Travessa do Farolete, perto da Avenida Presidente Tancredo Neves, no bairro Zacarias.
Chassi tinha sinais de remarcação
Os policiais fizeram consultas aos sistemas e verificações técnicas no carro. Nessa checagem, foram encontrados indícios de remarcação no chassi, um dos principais elementos usados para identificar um veículo.
Diante disso, o motorista recebeu voz de prisão e o carro foi apreendido. O homem foi levado à Delegacia de Polícia Civil de Caratinga, que vai investigar o caso.
Resumo da ocorrência
- Data: sábado, 17 de outubro;
- Local: Travessa do Farolete, próximo à Avenida Presidente Tancredo Neves, bairro Zacarias;
- Veículo: Fiat Palio, com indícios de remarcação no chassi;
- Preso: homem de 28 anos, motorista do carro;
- Unidade: 62º Batalhão de Polícia Militar.
O que diz a lei sobre adulteração de veículos
Adulterar ou remarcar o chassi, a placa ou qualquer sinal identificador de um veículo é crime previsto no artigo 311 do Código Penal. A pena é de reclusão de 3 a 6 anos, além de multa.
A prática costuma estar ligada ao chamado "carro clonado": um veículo, muitas vezes roubado ou furtado, recebe placas e números de identificação copiados de outro carro igual que está em situação regular. Com isso, multas, pedágios e até crimes cometidos com o clone acabam sendo atribuídos ao dono do veículo original.
A investigação vai apurar se o motorista sabia da adulteração e qual é a verdadeira origem do Palio. Se ficar comprovado que o carro é produto de furto ou roubo, também pode ser analisado o crime de receptação.
Como evitar comprar um carro clonado
Quem pretende comprar um veículo usado deve tomar alguns cuidados:
- Desconfiar de preços muito abaixo da tabela Fipe;
- Consultar a situação do veículo no Detran-MG ou em plataformas oficiais;
- Comparar os números do chassi, do motor e dos vidros com os do documento;
- Fazer uma vistoria cautelar em empresa credenciada antes de fechar negócio;
- Fazer a transferência em cartório e no Detran logo após a compra.
Já quem desconfia que o próprio carro foi clonado, por exemplo ao receber multas de lugares onde nunca esteve, deve registrar um boletim de ocorrência e procurar o Detran para pedir a apuração.
Fonte: 62º Batalhão de Polícia Militar (PMMG)