Uma operação da Polícia Militar terminou com um homem morto e outro preso no fim da tarde desta quinta-feira (9), no bairro Jardim da Glória, em Vespasiano, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Segundo a corporação, os dois suspeitos integravam uma organização criminosa que usava pichações em muros e fachadas para demarcar território na região.
A ação policial começou depois que uma denúncia anônima apontou que uma casa abandonada estava sendo usada como ponto de produção e venda de drogas. Os militares cercaram o imóvel e conseguiram prender um dos suspeitos, de 35 anos, em flagrante.
O segundo envolvido, identificado pela polícia apenas pelo apelido de "Psico", tentou escapar pulando muros de residências vizinhas. Durante a fuga, ele acabou caindo depois que o telhado de uma casa cedeu sob seu peso. Mesmo ferido, seguiu tentando fugir carregando porções de droga, que foram sendo deixadas pelo caminho conforme os militares avançavam.
De acordo com a PM, ao ser cercado, o suspeito, de 22 anos, teria apontado uma pistola calibre 9 milímetros contra a equipe policial, que reagiu à ameaça. Ele foi atingido, socorrido ao Hospital Risoleta Neves, em Belo Horizonte, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no local de atendimento.
Durante a operação, os militares apreenderam diversas porções de drogas, dinheiro em espécie e a arma de fogo que, segundo a polícia, estava com o suspeito no momento da abordagem.
A corporação afirmou que "Psico" era apontado como um dos chefes do tráfico de drogas na região, com um histórico de mais de 19 passagens pela polícia e investigações em aberto por envolvimento em homicídios. Segundo a PM, ele fazia parte da Gangue Comando Bandeiras (CB), grupo criminoso conhecido por usar pichações para marcar território e por exercer controle sobre moradores e espaços públicos através de crimes violentos e ameaças.
Entenda o caso: a operação da PM em Vespasiano terminou com um suspeito morto após reagir à abordagem armado e outro preso em flagrante. A ação começou a partir de denúncia anônima sobre uso de imóvel abandonado para tráfico de drogas. O suspeito morto era apontado como líder de facção que atuava na região.
O que pode acontecer a seguir: é provável que a Polícia Civil abra inquérito para apurar as circunstâncias da morte do suspeito, procedimento padrão em casos de confronto com resultado fatal. A tendência é que o suspeito preso em flagrante responda por tráfico de drogas e associação criminosa, além de possível conexão com os homicídios investigados pela corporação na região.
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