Um vídeo que mostra o momento em que duas ciclistas são atingidas por um trem enquanto tentavam tirar selfies próximas aos trilhos voltou a circular nas redes sociais e gerou grande repercussão. As imagens, registradas em Uberaba, no Triângulo Mineiro, são de junho de 2024, mas continuam sendo compartilhadas amplamente por servirem como alerta sobre os riscos de se aproximar de linhas férreas.
Nas imagens, é possível ver um grupo de mulheres se aproximando da ferrovia para fazer fotos. O maquinista percebe a movimentação e aciona a buzina repetidas vezes, em um sinal claro de alerta. Mesmo assim, duas das ciclistas não conseguem sair a tempo e acabam sendo atingidas pela composição. Uma delas é arremessada ao chão com violência e sofre um impacto direto na cabeça — o capacete que ela usava foi fundamental para amenizar o golpe e pode ter evitado uma tragédia muito mais grave.
Segundo o Corpo de Bombeiros, a vítima estava consciente quando as equipes chegaram ao local, mas reclamava de dores intensas na região das costelas. Os militares identificaram uma possível fratura e a encaminharam para atendimento hospitalar. A segunda ciclista atingida teve um desfecho menos grave: ela levou um corte na coxa após ser golpeada acidentalmente pela própria amiga durante o impacto.
A VLI, concessionária responsável pela ferrovia onde o acidente aconteceu, emitiu nota reforçando a importância de manter distância segura das linhas férreas em qualquer circunstância. A empresa alertou especificamente para os riscos de distrações com celulares e para a prática de tirar fotos próximas aos trilhos — comportamentos que, como mostram as imagens, podem resultar em ocorrências com consequências gravíssimas.
O caso serve como um lembrete sobre algo que parece óbvio, mas continua sendo ignorado: trens não conseguem frear rapidamente. Dependendo da velocidade e do peso da composição, a distância de frenagem pode chegar a centenas de metros — tempo mais do que suficiente para que uma distração fatal se consume. O maquinista fez o que estava ao seu alcance: buzinou. Mas isso não foi suficiente para evitar o acidente.
Comportamentos de risco próximos a ferrovias são mais comuns do que se imagina no Brasil. Pessoas que atravessam os trilhos em locais não autorizados, que param o carro sobre a linha para fotografar, que se aproximam para fazer vídeos ou selfies — todos colocam a própria vida em risco e, eventualmente, geram um trauma irreversível também para os maquinistas, que nada podem fazer diante de situações como essa.
A mensagem é simples: linha férrea não é cenário para fotos. O trem tem horário, mas não tem freio rápido.
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