O corpo de Patrícia de Lourdes Pereira Gomes foi encontrado pela Polícia Militar no banheiro da casa onde ela morava, em Lambari, a 339 km de Belo Horizonte, na região Sul de Minas Gerais. Coberta por um cobertor e sem sinais vitais, a vítima tinha uma medida protetiva da Lei Maria da Penha em desfavor do próprio filho, Paulo Matheus Pereira Borges, conhecido como "Mateusinho", que foi localizado horas depois e preso.
Como o corpo foi descoberto
A ocorrência começou quando o genro de Patrícia procurou uma equipe da PM durante patrulhamento no centro da cidade. Ele havia recebido mensagens do celular da sogra que, segundo ele, estavam sendo enviadas pelo filho dela. Preocupado, foi até a residência e encontrou o imóvel fechado, com as luzes acesas e a televisão ligada em volume alto, mas sem resposta de ninguém. Pediu apoio da polícia.
Os militares entraram pela porta dos fundos, que estava aberta, e encontraram Patrícia caída no banheiro, sobre uma poça de sangue. O imóvel apresentava vestígios de sangue em um dos quartos e sinais de que havia sido revirado. A Perícia da Polícia Civil esteve no local e identificou, preliminarmente, lesões na face da vítima. O corpo foi encaminhado ao IML.
As versões contraditórias do suspeito
Paulo Matheus foi localizado na casa de um amigo. Durante a abordagem, apresentou versões diferentes para o que havia acontecido. Primeiro, disse que a discussão com a mãe teria começado porque ele queria dinheiro para comprar drogas e ela recusou — ele passou a agredi-la com socos e empurrões, e a vítima teria caído e batido a cabeça.
Depois, mudou a história e disse que a briga teria sido motivada por desentendimentos envolvendo uma ex-companheira. Nas duas versões, porém, confirmou que a discussão começou em um dos quartos e que, ao perceber que a mãe não apresentava sinais vitais, arrastou o corpo até o banheiro.
Pertences roubados trocados por drogas
O suspeito também confessou ter levado o celular da mãe, R$ 180 em dinheiro e um cartão bancário após o crime. Segundo ele, abandonou os pertences nas proximidades do terminal rodoviário da cidade em troca de crack, que consumiu logo depois. Os policiais fizeram buscas na região, mas os objetos não foram encontrados.
Medida protetiva não foi suficiente
O detalhe mais perturbador do caso é que Patrícia já havia buscado proteção judicial contra o próprio filho — a medida protetiva da Lei Maria da Penha em seu favor indica que o histórico de violência não era novidade. Mesmo assim, o crime aconteceu dentro da própria casa dela.
Paulo Matheus recebeu voz de prisão, foi encaminhado para atendimento médico e posteriormente levado à Delegacia de Polícia Civil, onde o caso segue em investigação.
Atenção: mulheres em situação de violência doméstica podem buscar ajuda pela Central de Atendimento à Mulher, ligando para o 180, serviço gratuito e disponível 24 horas em todo o Brasil.
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