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Membro da Galoucura foi preso com arma de fogo na sede da torcida organizada, em Belo Horizonte, após o clássico entre Cruzeiro e Atlético.
Um membro da Galoucura, de 28 anos, foi preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo no final da noite desta terça-feira (25), na sede da torcida organizada, no bairro Camargos, Região Oeste de Belo Horizonte. A prisão aconteceu após o clássico entre Cruzeiro e Atlético, disputado no Mineirão e que terminou em 1 a 1.
A ocorrência começou durante patrulhamento preventivo da Polícia Militar (PM), realizado para evitar confrontos entre torcedores rivais e também conflitos internos na própria torcida atleticana. Recentemente, a organizada já havia enfrentado episódios de violência interna, incluindo um caso em que um integrante foi baleado nas nádegas durante torneio interno de futebol.
O sistema de inteligência da PM identificou uma motocicleta sem placa circulando pela Rua Gentil Portugal. A equipe da Força Tática deu ordem de parada, mas o motociclista fugiu e entrou na sede da Galoucura, na Rua Maria José de Jesus.
Os militares foram atrás e confirmaram que a moto não tinha registro e o condutor não possuía habilitação para a categoria. Diante do histórico de violência, os policiais abordaram os seis indivíduos que estavam no local.
Arma escondida sob colchão e munições em ônibus
O torcedor de 28 anos se identificou como responsável temporário pela sede e afirmou estar sozinho em um quarto quando os policiais entraram.
Ao vistoriarem o cômodo, os militares encontraram, escondido embaixo de um colchão, um revólver calibre 38 carregado com seis munições intactas. Em um armário próximo, foram localizados um coldre, dois facões e um cutelo.
As buscas continuaram e os policiais encontraram mais seis munições calibre 38 no bagageiro de um ônibus estacionado no pátio interno. Na loja de produtos da organizada, que funciona no mesmo local, foram apreendidos um soco-inglês, um bastão de beisebol de madeira e R$ 602,50 em dinheiro.
Suspeito já tinha registro pelo mesmo crime
Questionado sobre a origem do revólver e das munições, o torcedor alegou trabalhar na loja e cuidar da sede durante a semana, mas afirmou que o fluxo de pessoas no local é livre e qualquer frequentador poderia ter deixado a arma ali.
A versão não convenceu os policiais, que deram voz de prisão em flagrante por posse ilegal de arma de fogo de uso permitido. Ao consultar a ficha criminal do suspeito, os agentes constataram que ele já tinha registro anterior pelo mesmo crime, ocorrido na antiga sede da torcida no bairro Bonfim, em 2020.
O suspeito foi encaminhado à delegacia de Polícia Civil junto com o material apreendido, para a realização dos procedimentos de polícia judiciária.
O que diz a lei sobre posse ilegal de arma de fogo
Posse ilegal de arma de fogo de uso permitido é crime previsto no Estatuto do Desarmamento, com pena de detenção de um a três anos, além de multa. A reincidência no mesmo crime, como no caso do torcedor preso, costuma ser considerada agravante no momento da dosimetria da pena pela Justiça.
Fonte: Rádio Itatiaia