Paola Stefany Neto Cirino não sai da cadeia tão cedo. O TJMG decretou nesta sexta-feira (03/07) a prisão preventiva da diarista de 30 anos presa em Itabira após confessar matar o advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e a esposa dele, Maria Clotilde, de 76, num apartamento no bairro São Pedro, em BH.
Dois pedidos da defesa, duas negativas
A juíza Juliana Beretta Kirche Ferreira Pinto, da Central de Audiências de Custódia de BH, tomou duas decisões que vão contra a estratégia da defesa. Primeiro, converteu a prisão em flagrante para preventiva — mantendo Paola presa até o julgamento. Segundo, negou o pedido de segredo de Justiça, mantendo o processo público e acessível.
A magistrada ainda destacou que os laudos periciais não encontraram remédios psiquiátricos nem entorpecentes no organismo de Paola — dado que enfraquece a possibilidade de alegar insanidade mental, estratégia que o advogado de defesa havia sinalizado como possível ao longo do processo.
O caso em resumo
Paola foi à casa do casal no dia 29 de junho como diarista indicada por um primo. Os corpos foram encontrados dois dias depois. Ela fugiu usando roupas da vítima, foi localizada em Itabira com o filho de 6 anos e parte dos objetos roubados, confessou o crime e foi presa. Desde quinta (02/07), está recolhida no Presídio José Abranches Gonçalves, em Ribeirão das Neves.
Com informações da Rádio Itatiaia.
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