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Uma mulher de 49 anos foi morta a tiros pelo companheiro, um sargento da reserva da Polícia Militar, em Lajinha. Após o crime, o militar atentou contra a própria vida e morreu horas depois no hospital, em Manhuaçu.
LAJINHA (MG) – Morreu no início da noite desta quarta-feira (14) o sargento da reserva da Polícia Militar Luciano Vieira Tavares Pereira, suspeito de matar a companheira, Karla Alessandra Domingos, de 49 anos, em Lajinha, na Zona da Mata mineira.
De acordo com as informações divulgadas sobre o caso, o crime aconteceu no início da tarde. Karla foi atingida por seis disparos e morreu ainda no local.
Militar foi transferido para Manhuaçu
Logo após o ataque, o sargento atentou contra a própria vida. Ele foi socorrido e levado inicialmente para o hospital de Lajinha, onde recebeu os primeiros atendimentos.
Por causa da gravidade dos ferimentos, ele foi transferido para o Hospital César Leite, em Manhuaçu, referência em atendimentos de alta complexidade na região. Ele chegou em estado crítico e teve a morte confirmada no início da noite.
Caso é investigado
As circunstâncias e a motivação do crime continuam sendo apuradas pelas autoridades. Até a publicação desta reportagem, não havia informações sobre registros anteriores de violência envolvendo o casal.
O caso causou grande comoção em Lajinha e em toda a região. Familiares e amigos de Karla usaram as redes sociais para lamentar a morte e prestar homenagens.
Informações sobre velório e sepultamento ainda não foram divulgadas.
O que diz a lei sobre o feminicídio
Desde outubro de 2024, com a Lei 14.994/2024, o feminicídio passou a ser um crime autônomo no Código Penal brasileiro. Ele é definido como o assassinato de uma mulher por razões da condição do sexo feminino, o que inclui casos de violência doméstica e familiar.
A pena prevista é de 20 a 40 anos de reclusão, a maior do Código Penal. Ela pode ser aumentada em situações como crimes cometidos na presença de filhos ou pais da vítima, ou em descumprimento de medida protetiva.
Quando o autor de um crime morre, a lei determina a extinção da punibilidade, ou seja, não há mais processo criminal contra ele. Mesmo assim, a Polícia Civil costuma concluir o inquérito para esclarecer formalmente os fatos, a dinâmica do crime e a origem da arma usada.
Violência contra a mulher: como pedir ajuda
Casos de feminicídio, em grande parte, são precedidos de outros sinais de violência, como ameaças, controle excessivo, agressões verbais e físicas. Especialistas reforçam que procurar ajuda o quanto antes pode salvar vidas.
Mulheres em situação de violência, ou pessoas que presenciem agressões, podem buscar apoio pelos seguintes canais:
- Ligue 180 – Central de Atendimento à Mulher, gratuita e disponível 24 horas;
- 190 – Polícia Militar, em situações de emergência;
- Delegacias de Atendimento à Mulher ou qualquer delegacia da Polícia Civil;
- Centros de Referência de Assistência Social (CRAS e CREAS) do município.
A Lei Maria da Penha garante às vítimas a possibilidade de pedir medidas protetivas de urgência, como o afastamento do agressor do lar e a proibição de aproximação e contato.
Se você está passando por um momento difícil ou conhece alguém nessa situação, o Centro de Valorização da Vida (CVV) oferece apoio emocional gratuito pelo telefone 188, 24 horas por dia, ou pelo site cvv.org.br.
Fonte: Manhuaçu Informe