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Sexta-feira, 11 de Setembro 2026
Policia

Homem é condenado a 30 anos de prisão por matar a companheira em BH

Tribunal do Júri considerou João Vitor Pereira Marques culpado pela morte de Thayná Silva Rosa, ocorrida em abril de 2025

Walisson Silva
Por Walisson Silva
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Homem é condenado a 30 anos de prisão por matar a companheira em BH
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Um homem foi condenado a 30 anos de prisão por feminicídio em Belo Horizonte. A decisão foi tomada nesta sexta-feira (11) pelo 1º Tribunal do Júri da capital mineira.

João Vitor Pereira Marques foi considerado culpado pela morte da companheira, Thayná Silva Rosa, que tinha 20 anos. O crime aconteceu em 4 de abril de 2025, no bairro Ventosa, na Região Oeste de Belo Horizonte.

Tribunal do Júri reconheceu três qualificadoras

Durante o julgamento, os jurados reconheceram a autoria do crime e entenderam que o homicídio ocorreu no contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher.

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A condenação por feminicídio foi acompanhada pelas qualificadoras de motivo torpe, uso de asfixia e emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima. O réu confessou ter cometido o crime.

Segundo o entendimento apresentado na sentença, o Conselho de Sentença concluiu, por maioria de votos, que João Vitor matou a companheira por razões relacionadas à condição do sexo feminino.

Investigações apontaram que vítima queria terminar relacionamento

As investigações indicaram que o crime teria sido motivado pela recusa do homem em aceitar o fim do relacionamento. Thayná e João Vitor se conheceram ainda na adolescência e permaneceram juntos por aproximadamente oito anos.

Os elementos reunidos durante a apuração foram apresentados no processo e analisados pelos jurados. A sentença foi assinada pelo juiz Marco Antônio Silva após a conclusão da votação do Conselho de Sentença.

Como o julgamento ocorreu perante o Tribunal do Júri, a decisão sobre a autoria e as circunstâncias do crime coube aos jurados convocados para a sessão. Ao magistrado competiu estabelecer a pena conforme o resultado e os critérios previstos na legislação.

Prisão preventiva foi mantida após condenação

João Vitor foi preso no mesmo dia do crime. Ele continuou encarcerado durante a investigação e respondeu à ação penal em prisão preventiva.

Depois da condenação a 30 anos, o juiz decidiu manter a medida cautelar. Dessa forma, o condenado permanece preso após o encerramento do julgamento realizado em primeira instância.

A reportagem consultada não informou se a defesa anunciou a apresentação de recurso contra a decisão. Também não foram divulgados outros detalhes sobre o cumprimento da pena.

Violência contra a mulher pode ser denunciada

Casos de violência doméstica podem ser comunicados às autoridades antes que as agressões avancem. Familiares, vizinhos e pessoas próximas também podem procurar ajuda ao perceber ameaças, perseguições ou outras situações de risco.

O Ligue 180 recebe denúncias e oferece orientações sobre os serviços disponíveis para mulheres em situação de violência. Em ocorrências emergenciais, quando existe risco imediato, a Polícia Militar deve ser acionada pelo telefone 190.

Com informações publicadas inicialmente pela Rádio Itatiaia.

Walisson Silva

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Walisson Silva

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