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Uma operação da Polícia Militar encontrou uma mineradora clandestina de bitcoin funcionando dentro de um ferro-velho em Belo Horizonte — e o esquema envolvia furto de energia da Cemig.
BELO HORIZONTE (MG)- A Polícia Militar encontrou nesta sexta-feira (31) uma mineradora de bitcoin escondida dentro de um ferro-velho na Vila Bimbarra, região Oeste de Belo Horizonte. Um funcionário do local foi preso durante a operação, realizada em conjunto com a Prefeitura de BH.
Como a mineradora foi descoberta
Segundo o tenente Gabriel da Silva, a operação começou com a localização de material de cobre no ferro-velho, cuja origem o responsável pelo local não conseguiu explicar. A partir daí, os militares passaram a vistoriar outros pontos do imóvel.
No segundo andar, encontraram a estrutura de mineração. Antes da descoberta, o comportamento do funcionário já havia chamado atenção dos policiais, que notaram uma mudança perceptível assim que se aproximaram do andar superior.
O tamanho da estrutura encontrada
Eram pelo menos 15 máquinas de mineração, cada uma avaliada em cerca de R$ 8 mil, além de três servidores. Somando apenas os equipamentos, sem contar a instalação elétrica — feita, segundo técnicos da Cemig, por um profissional —, o valor total ultrapassa R$ 200 mil.
O tenente destacou que já existiam registros de operações parecidas em outros estados: "já houve esse tipo de ocorrência no Rio de Janeiro". Segundo ele, porém, é a primeira vez que uma estrutura desse tipo é encontrada em Minas Gerais.
Furto de energia foi flagrado pela Cemig
A Cemig foi acionada e constatou que o local operava o chamado "gato", ligação clandestina usada para furtar energia elétrica. Segundo a concessionária, o valor da energia furtada para manter a mineradora em funcionamento ficava entre R$ 50 mil e R$ 60 mil.
Outro ponto que chamou atenção dos investigadores foi a origem dos equipamentos: as máquinas encontradas não têm fabricação no Brasil e, segundo levantamento preliminar, foram importadas.
O que se sabe sobre os envolvidos
O funcionário flagrado no local foi preso em flagrante. Já o dono do ferro-velho, até o momento, não foi localizado pela polícia.
O que pode acontecer a seguir
É provável que a investigação avance para identificar a origem dos equipamentos importados e apurar se há outras pessoas envolvidas no esquema, além do funcionário já preso. A tendência é que a Cemig also formalize a cobrança referente à energia furtada, com base no levantamento técnico já realizado no local.
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