Moradores da Rua Porteirinha, no bairro Paraíso, na Região Leste de Belo Horizonte, denunciam uma série de problemas que vêm afetando a rotina da vizinhança. Segundo relatos, a via tem se tornado palco de atividades ilícitas a céu aberto, indo de comportamentos impróprios em espaço público ao consumo e tráfico de drogas.
Acúmulo de lixo e degradação da via
De acordo com os moradores, as primeiras horas da manhã na região costumam ser marcadas por forte odor e acúmulo de lixo nas vias — sinais do uso impróprio do espaço público durante a madrugada. Também é comum encontrar pinos de cocaína descartados nas calçadas, evidência direta da movimentação ligada ao tráfico que a vizinhança relata enfrentar diariamente.
Os transtornos se intensificam principalmente entre quarta e domingo, período de maior movimento noturno na região, segundo os próprios moradores.
Bloqueios irregulares afetam até o transporte público
Um dos pontos mais críticos apontados pela vizinhança é a instalação de grades no cruzamento das ruas Iara e Porteirinha, bloqueando a passagem de veículos. A interdição obriga moradores a fazer desvios para conseguir acessar as próprias casas — e, segundo os relatos, também afeta a circulação de ônibus que utilizam a via para chegar ao Hospital da Baleia e ao Cemitério da Saudade, dois pontos de referência importantes na região.
Veículos abandonados há meses
Moradores também denunciam a presença de veículos abandonados na rua desde janeiro deste ano, incluindo um contêiner, que estariam sendo usados tanto para a prática do tráfico quanto como abrigo improvisado. A permanência prolongada desses veículos sem qualquer remoção reforça, segundo a vizinhança, a sensação de descaso com a situação da rua.
Sem retorno de autoridades até o momento
A reportagem procurou a Prefeitura de Belo Horizonte, a Polícia Militar e o responsável por um estabelecimento comercial da rua para comentar as denúncias, mas não obteve retorno de nenhum dos contatados até a publicação desta matéria.
Um problema que afeta a rotina de quem mora na região
Situações como essa, quando não recebem resposta rápida do poder público, tendem a se agravar com o tempo — tanto pelo impacto direto na qualidade de vida de quem mora na rua quanto pela dificuldade extra que bloqueios irregulares impõem até para serviços essenciais, como o transporte coletivo que dá acesso a um hospital da região.
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