A mãe de Tainara Souza Santos, que permanece internada há quase um mês após um grave ocorrido na Marginal Tietê, confirmou que a filha passará por um novo procedimento cirúrgico nesta segunda-feira (22).
Desde o episódio, Tainara já foi submetida a quatro intervenções médicas. Em decorrência das complicações, ela teve as duas pernas amputadas abaixo do joelho como parte do tratamento necessário para sua recuperação.
De acordo com Lúcia Aparecida Souza, mãe da paciente, a próxima cirurgia será realizada na altura da coxa. O objetivo é possibilitar a reconstrução de parte da região dos glúteos, uma vez que não há mais pele suficiente para a realização de enxertos. Segundo ela, este será o procedimento mais complexo enfrentado até o momento.
Em um relato comovente, Lúcia fez um apelo por justiça para a filha e para outras mulheres que passam por situações semelhantes. Ela afirmou que acompanha diariamente a luta de Tainara pela recuperação e destacou a necessidade de responsabilização dos envolvidos.
A mãe também defendeu mudanças na legislação e punições mais rigorosas para crimes dessa natureza. Segundo ela, medidas mais firmes são necessárias para evitar que outras famílias enfrentem sofrimentos semelhantes.
Lúcia ressaltou ainda que se solidariza com a dor de outras mães que também aguardam justiça. Para ela, cada novo caso reforça a urgência de ações efetivas para a proteção das mulheres.
Relembre o caso
Douglas Alves da Silva, de 26 anos, tornou-se réu por tentativas de feminicídio e homicídio após ser acusado de atropelar Tainara na Marginal Tietê, em São Paulo. A denúncia do Ministério Público aponta que o ato foi praticado de forma intencional e com extrema gravidade.
Na ocasião, a vítima estava acompanhada por outro homem quando foi atingida pelo veículo. Desde então, passou por diversas cirurgias como parte do tratamento médico.
A Justiça manteve a prisão preventiva do acusado. De acordo com a decisão, a gravidade dos fatos, a conduta do réu após o ocorrido e a necessidade de proteger as vítimas e testemunhas justificam a continuidade da custódia.