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Mulher foi morta a tiros pelo companheiro dentro de casa, no bairro Bethânia, em Ipatinga; suspeito segue foragido.
IPATINGA (MG) — Uma mulher foi morta a tiros pelo companheiro na manhã desta segunda-feira (5), em um crime enquadrado como feminicídio no bairro Bethânia, região conhecida como Vila Militar, em Ipatinga, no Vale do Aço.
De acordo com a apuração inicial, o crime aconteceu por volta das seis horas, dentro de casa, na Rua Nova York, onde o casal morava. O homem teria efetuado os disparos contra a companheira sem que vizinhos relatassem briga ou discussão prévia conhecida.
Equipes da Polícia Militar (PM) permaneceram no local para acompanhar os trabalhos da perícia da Polícia Civil, responsável por levantar as circunstâncias do homicídio. Veja outros casos de feminicídio registrados em Minas Gerais.
O corpo da vítima, que ainda não havia sido identificado até a publicação desta matéria, será encaminhado ao Posto Médico Legal (PML) de Ipatinga para a realização da necropsia. O suspeito, apontado como companheiro da mulher, não foi localizado, e equipes da PM seguem em rastreamento para tentar prendê-lo.
O que caracteriza o crime de feminicídio na lei brasileira
O feminicídio é tipificado no Código Penal como uma qualificadora do homicídio, aplicada quando o crime é cometido contra mulher por razões da condição de sexo feminino — ou seja, quando há violência doméstica, familiar ou menosprezo e discriminação à condição de mulher por trás da motivação do crime. A pena para o homicídio qualificado por feminicídio varia de 12 a 30 anos de reclusão, podendo ser aumentada em casos específicos previstos em lei.
Dados de segurança pública de Minas Gerais costumam apontar a própria residência do casal como o local mais comum para a ocorrência desse tipo de crime, muitas vezes após um histórico de violência doméstica que nem sempre chega a ser formalmente denunciado às autoridades antes do desfecho fatal. A ausência de registros anteriores, como neste caso, é um padrão recorrente identificado por especialistas em segurança pública ao analisarem casos de feminicídio no estado.
A Lei Maria da Penha prevê mecanismos de proteção à mulher em situação de violência doméstica, incluindo medidas protetivas de urgência que podem ser solicitadas mesmo sem a abertura formal de um inquérito criminal. Casos como o de Ipatinga reforçam, segundo especialistas, a importância de romper o silêncio diante de sinais de violência doméstica antes que o ciclo evolua para um desfecho fatal.
A ocorrência segue em andamento, e novas informações sobre a identificação da vítima e a localização do suspeito devem ser divulgadas pela Polícia Civil ao longo dos próximos dias.
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Fonte: Rádio Itatiaia