Uma mulher foi presa pela Polícia Militar em Belo Horizonte suspeita de aplicar golpes por meio de falsos processos seletivos, coletando dados pessoais e biometria facial de candidatos a vagas de emprego.
BELO HORIZONTE (MG)- A Polícia Militar prendeu uma mulher suspeita de usar processos seletivos falsos para roubar dados pessoais e biometria facial de pessoas em busca de emprego, na capital mineira. Segundo a corporação, ela alugava salas em coworkings e se passava por recrutadora para aplicar o golpe.
Como o golpe funcionava
De acordo com a PM, a suspeita utilizava diferentes identidades e documentos com indícios de falsificação para alugar os espaços onde realizava as supostas entrevistas. Durante o atendimento com as vítimas, colhia dados pessoais e a biometria facial sob o pretexto de etapas do processo seletivo.
No local onde a mulher foi presa, os policiais encontraram cadernos e fichas com informações de possíveis vítimas, o que indica que o esquema já vinha sendo aplicado repetidas vezes antes de ser descoberto.
Vítima teve tentativa de financiamento de veículo bloqueada
Uma das pessoas que passou pela falsa entrevista relatou à polícia que, depois de fornecer os dados e realizar a biometria facial, criminosos tentaram usar o reconhecimento facial para financiar um veículo em seu nome. A operação só não foi concluída porque o banco identificou a tentativa e bloqueou a transação antes da liberação do crédito.
Até o momento do registro da ocorrência, seis possíveis vítimas já haviam sido identificadas pela investigação. O caso foi encaminhado à Polícia Civil, que deve seguir apurando a extensão do esquema e buscando outras pessoas que possam ter sido atingidas pelo mesmo golpe.
Como se proteger de golpes em falsas entrevistas de emprego
Golpes que usam processos seletivos falsos para coletar biometria facial têm crescido no país, já que esse tipo de dado pode ser usado para abrir contas, contratar empréstimos e financiar veículos em nome da vítima sem o seu conhecimento. Especialistas em segurança digital recomendam desconfiar de entrevistas marcadas às pressas, em locais alugados por curto prazo, e de recrutadores que pedem biometria facial antes mesmo de uma proposta formal de emprego.
Antes de fornecer qualquer dado sensível, o candidato pode pesquisar o CNPJ da empresa, verificar se a vaga também está publicada em canais oficiais como o Sine e evitar preencher biometria facial fora de aplicativos bancários ou plataformas reconhecidas. Em caso de suspeita, o registro de boletim de ocorrência pode ser feito na Polícia Civil a qualquer momento.