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Um homem foi detido em flagrante na noite desta quarta-feira (21) suspeito de furtar peças de picanha e barbeadores de um supermercado em Salvador. Na delegacia, ele disse que pretendia usar a carne em um churrasco para comemorar uma possível vitória de Lula no segundo turno.
Salvador (BA) – A equipe de segurança do supermercado Rede Mix, no bairro Horto Florestal, flagrou um homem tentando sair com produtos sem pagar na noite desta quarta-feira (21). Ele levava pelo menos três peças de picanha, avaliadas em mais de R$ 60, além de outros itens, entre eles barbeadores.
A Polícia Militar foi chamada, e equipes de motopatrulhamento do Batalhão de Pronto Emprego Operacional (Bepeo) foram até o supermercado. O suspeito foi conduzido à delegacia, onde acabou apresentado à Polícia Civil para as providências legais.
A justificativa que viralizou
O que chamou a atenção no caso foi a explicação dada pelo homem. Segundo as informações divulgadas, ele afirmou na delegacia que a picanha seria usada em um churrasco no próximo domingo (25), dia do segundo turno das eleições presidenciais.
O churrasco, de acordo com o suspeito, seria para comemorar uma possível vitória do presidente Lula. Em um vídeo gravado após a detenção, que circula nas redes sociais, ele aparece declarando apoio ao petista com a frase "Coroa Lula, toda vida".
A identidade do homem não foi divulgada. Também não há informação sobre se ele permanece detido ou se foi liberado após o registro da ocorrência.
O segundo turno de domingo
O segundo turno das eleições de 2026 acontece neste domingo, 25 de outubro. A disputa pela Presidência da República é entre Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT). No primeiro turno, Flávio terminou com 47,03% dos votos válidos, e Lula, com 45,16%.
A votação vai das 8h às 17h, no horário de Brasília. Quem estiver na fila até as 17h tem garantido o direito de votar. Além da Presidência, seis estados também escolhem o governador em segundo turno.
Furto de alimentos e a Justiça
O furto está previsto no artigo 155 do Código Penal, com pena de 1 a 4 anos de reclusão, além de multa. Por não envolver violência ou grave ameaça, é tratado de forma diferente do roubo, que tem penas mais altas.
Em casos de furto de alimentos, a Justiça às vezes avalia dois argumentos de defesa. O primeiro é o chamado furto famélico, quando a pessoa subtrai comida para matar a fome em situação de necessidade extrema. O segundo é o princípio da insignificância, aplicado quando o valor é muito baixo e a conduta tem pouca relevância.
Veja o vídeo abaixo
Para o princípio da insignificância, os tribunais superiores costumam levar em conta fatores como o valor dos bens, a ausência de violência e o histórico de quem é acusado. A decisão depende de cada caso e cabe ao juiz.
Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre o enquadramento do caso pela Polícia Civil. O suspeito tem direito à defesa e é considerado inocente até julgamento definitivo.
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Fonte: Alô Juca (Instagram)