Fugir depois de um acidente com vítima ferida não isenta ninguém de responsabilidade — pelo contrário, tende a agravar a situação de quem estava ao volante. Foi esse o cenário registrado na noite desta sexta-feira (3) no trevo do Itabiruçu, em Itabira, onde o motorista de um Fiat Uno deixou o local logo após o veículo capotar, segundo relataram populares à Polícia Militar Rodoviária (PMRV).
A fuga é hoje o principal ponto em aberto do caso. Enquanto a identidade do condutor não é confirmada, quem pagou o preço mais imediato do acidente foi um adolescente de 14 anos que estava no carro no momento do capotamento.
O que se sabe até agora
O capotamento aconteceu por volta das 20h30 na MG-129, no trevo do Itabiruçu, com o veículo seguindo sentido Itabira. Populares que presenciaram a cena acionaram as autoridades e relataram que o motorista saiu do local antes da chegada da polícia. O adolescente, que sofreu ferimentos classificados como leves, foi atendido por uma equipe do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (SAMU) e encaminhado ao Pronto-Socorro Municipal para avaliação.
Em consulta ao sistema, os policiais verificaram que o Fiat Uno não possuía nenhuma restrição ou queixa registrada, estando em situação regular — o que direciona toda a apuração para a identificação de quem estava dirigindo, e não para a origem do veículo.
Por que a fuga complica o caso
O Código de Trânsito Brasileiro trata a fuga do local de acidente com vítima como infração gravíssima, podendo ter também repercussão criminal dependendo das circunstâncias. Na prática, isso significa que, mesmo que o capotamento em si tenha sido causado por fatores como pista molhada ou perda de controle — algo ainda não confirmado neste caso —, o simples fato de abandonar o local após deixar um adolescente ferido já constitui conduta grave por si só.
Para localizar o responsável, a Polícia Militar Rodoviária costuma seguir um roteiro: ouvir testemunhas presentes no momento do acidente, verificar câmeras de monitoramento da rodovia quando disponíveis, e cruzar informações sobre o proprietário do veículo com o histórico de uso recente. A expectativa é que esse processo avance nos próximos dias.
Trevo do Itabiruçu: ponto que já preocupa moradores
Quem trafega com frequência pela MG-129 já relatou, em outras ocasiões, dificuldade de visibilidade em trechos como o do trevo do Itabiruçu, especialmente durante a noite. Isso reforça uma recomendação prática para quem usa a via com regularidade: reduzir a velocidade em cruzamentos e redobrar a atenção em horários de menor luminosidade, já que acidentes de capotamento costumam estar associados a curvas fechadas ou frenagens bruscas em pontos como esse.
Vítima segue em observação
Apesar do susto, os ferimentos do adolescente foram classificados como leves pela equipe do SAMU, o que é um alívio diante da gravidade que o capotamento poderia ter causado. Ainda assim, o caso reforça a importância de identificar quem conduzia o veículo — tanto para esclarecer as circunstâncias do acidente quanto para garantir que a família do jovem tenha acesso a informações completas sobre o ocorrido.
Entenda o caso
Um Fiat Uno capotou por volta das 20h30 desta sexta-feira (3) no trevo do Itabiruçu, na MG-129, sentido Itabira. O motorista fugiu do local logo após o acidente, segundo relatos de populares à PMRV. Um adolescente de 14 anos, também no veículo, sofreu ferimentos leves e foi socorrido pelo SAMU. O carro estava em situação regular, sem queixas no sistema. A identificação do condutor segue em apuração.
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