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Filho sofre infarto ao socorrer a mãe e os dois morrem com 10 minutos de diferença em Cariacica (ES)

Anderson de Oliveira Roriz, 36 anos, tentou socorrer Maria do Carmo, de 70, quando passou mal em casa; ele teve um infarto na sequência e não resistiu.

Erica Cristina
Por Erica Cristina
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Filho sofre infarto ao socorrer a mãe e os dois morrem com 10 minutos de diferença em Cariacica (ES)
O músico Anderson de Oliveira Roriz, de 36 anos, sofreu um infarto ao tentar socorrer a mãe, Maria do Carmo de Oliveira Roriz, de 70 anos, que passou mal. Os dois morreram no domingo (14) — Foto: Reprodução/Rede social
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Uma tragédia familiar chocou moradores do bairro Nova Rosa da Penha II, em Cariacica, na Grande Vitória (ES). Maria do Carmo de Oliveira Roriz, de 70 anos, e o filho dela, o músico Anderson de Oliveira Roriz, de 36 anos, morreram com apenas dez minutos de diferença no último domingo, 14 de junho, após os dois passarem mal dentro de casa.

Segundo a família, Maria do Carmo havia passado a manhã na Igreja Nossa Senhora Aparecida, onde atuava como voluntária, e voltou para casa para almoçar com os filhos. Depois do almoço, ela descansou, levantou, bebeu um copo de água e foi até a varanda. Foi nesse momento que passou mal e caiu.

Ao perceber a situação, Anderson tentou socorrer a mãe, mas ficou extremamente abalado com a cena. Ele saiu da varanda, foi para a sala e começou a sentir falta de ar. A família acionou o socorro, e vizinhos se aproximaram para ajudar. Em determinado momento, pediram que os socorristas do Samu, que já estavam atendendo Maria do Carmo, também avaliassem Anderson, que chegou a pedir por um cilindro de oxigênio.

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Maria do Carmo não resistiu. Dez minutos depois, Anderson também morreu. Segundo a irmã dele, Adriana de Oliveira Roriz, de 42 anos, a mãe morreu às 15h20 e o filho, às 15h10 — uma diferença de apenas dez minutos entre as duas perdas.

De acordo com os atestados de óbito, Maria do Carmo morreu por edema agudo de pulmão e insuficiência cardíaca, com histórico de AVC, infarto e aterosclerose sistêmica. Anderson morreu em decorrência de um infarto agudo do miocárdio, associado a edema agudo de pulmão. Segundo a família, ele tinha pressão muito alta.

Mãe e filho eram queridos na comunidade. Maria do Carmo era reconhecida pelo trabalho voluntário na igreja do bairro e acompanhou de perto a construção da capela frequentada pelos moradores. Já Anderson trabalhava como percussionista em grupos de pagode e tinha como um de seus principais objetivos reformar a casa da família. Ele deixa um filho de 11 anos.

Os velórios de mãe e filho aconteceram juntos na Igreja Nossa Senhora Aparecida, e o sepultamento foi realizado no Cemitério Jardim da Saudade, em uma cerimônia marcada pela comoção de familiares, amigos e moradores do bairro.

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