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O 6º Flitabira terminou com os maiores números de sua história: 40 mil pessoas em quatro dias, mais de 3 mil livros vendidos e participação de quase 90% das escolas de Itabira. A próxima edição já está marcada para outubro de 2027.
Itabira – O 6º Flitabira – Festival Literário Internacional de Itabira foi encerrado no domingo (1º) com recorde de público. Em quatro dias de programação, cerca de 40 mil pessoas passaram pelo Teatro da Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade (FCCDA) e pelos espaços ao redor.
O número representa um crescimento de 33,3% em relação a 2025. A organização já confirmou a 7ª edição para o período de 27 a 31 de outubro de 2027, ano em que se completam 40 anos da morte de Carlos Drummond de Andrade.
Os números do 6º Flitabira
- Público: 40 mil pessoas, alta de 33,3% sobre 2025;
- Livros vendidos: mais de 3 mil, melhor resultado das seis edições;
- Livraria: cerca de 280 m², com acervo de 12 mil exemplares e 2.300 títulos;
- Escolas: 45 participantes, quase 90% da rede de Itabira;
- Prêmio de Redação e Desenho: 60 redações e 51 desenhos inscritos;
- Redes sociais: milhões de visualizações e 4,2 mil novos seguidores.
Homenagem aos 75 anos de Claro Enigma
O tema desta edição foi "A Máquina do Mundo em Nós", em referência ao poema "A Máquina do Mundo", que faz parte do livro Claro Enigma. A obra, lançada por Drummond em 1951, completou 75 anos em 2026.
O sábado (31) teve peso especial: nessa data se comemoraram os 124 anos de nascimento do poeta, nascido em Itabira em 1902. O dia reuniu boa parte das atividades dedicadas ao escritor.
Wisnik leva Drummond e a mineração ao palco
Um dos momentos mais marcantes foi a aula-espetáculo de José Miguel Wisnik, ao lado do músico Kristoff Silva. Com música e análise literária, os dois interpretaram o poema que inspirou o tema do festival.
Autor do livro Maquinação do Mundo – Drummond e a Mineração, Wisnik relacionou a poesia drummondiana à paisagem de Itabira e à história da exploração mineral na cidade, tema que atravessa a obra do poeta.
Bial, Carneiro e outros destaques
Pedro Bial e Geraldo Carneiro conversaram sobre Claro Enigma em mesa mediada por Afonso Borges. Por recomendação médica, Bial participou de forma virtual, com leituras de poemas. Carneiro apresentou também seu novo trabalho, Ensaio sobre o mar.
A exposição "Autorretratos de Drummond", com curadoria de Pedro Drummond, mostrou desenhos e caricaturas feitos pelo próprio poeta, uma faceta pouco conhecida do escritor.
Outro destaque foi a pré-estreia do espetáculo Claro Enigma, do Grupo de Dança Primeiro Ato, que usou a Língua Brasileira de Sinais (Libras) como parte da coreografia. Com o teatro lotado, os bailarinos foram aplaudidos de pé.
Conceição Evaristo e as homenageadas da edição
As homenageadas desta edição foram Conceição Evaristo, Leda Maria Martins e Maria Mazzarello. Na mesa "Leitura, Antirracismo e os Novos Tempos", as três relembraram a amizade e a parceria que ajudaram a abrir espaço para autores negros no mercado editorial.
Maria Mazzarello fundou em 1981 a Mazza Edições, que publicou em 2003 Ponciá Vicêncio, primeiro romance de Conceição Evaristo.
A programação contou ainda com nomes como Sérgio Abranches, Carla Akotirene, Rita Von Hunty, Fabrício Carpinejar, Octavio Guedes, Marcelino Freire, Geni Núñez e Ricardo Aleixo. As mesas discutiram temas como democracia, racismo, ancestralidade e direitos humanos.
Escolas, crianças e jovens
O Prêmio de Redação e Desenho mobilizou 45 escolas, incluindo estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA). A premiação aconteceu no sábado (31), com a presença de alunos, professores e familiares.
A programação infantojuvenil teve oficinas, contação de histórias e encontros com escritores. No encerramento, a autora Paula Pimenta apresentou A Música da Minha Vida – Volume 1 e atraiu o público jovem.
O Ministério da Educação levou ao festival um totem do MEC Livros, biblioteca digital gratuita com mais de 25 mil títulos.
Homenagem às matriarcas quilombolas
O festival homenageou Dona Rosinha, Dona Tita e Dona Joana Zeferina, lideranças quilombolas de Itabira que morreram recentemente. A cerimônia reconheceu o papel delas na preservação da cultura negra e da história das comunidades da cidade.
Comércio e economia criativa
O movimento de 40 mil pessoas beneficiou restaurantes, hospedagem e transporte em Itabira. O espaço Flitabira da Gente reuniu artesãos, empreendedores e produtores da gastronomia local.
Já a Central de Autógrafos permitiu que autores convidados, independentes e locais vendessem seus livros sem pagar taxas ou comissões ao festival.
De 10 mil para 40 mil pessoas em seis anos
Criado em 2021, o Flitabira reuniu cerca de 10 mil pessoas na primeira edição. Em 2026, o público quadruplicou. O crescimento veio junto com a ampliação das atividades educativas, da presença de autores locais e dos espaços de venda de livros.
O festival é apresentado pela Vale, via Lei Rouanet, com apoio da Prefeitura de Itabira, da FCCDA e do Itaú. Todas as atividades foram gratuitas e continuam disponíveis no canal do Flitabira no YouTube.
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Fonte: Assessoria de imprensa do Flitabira.


