Uma denúncia de violência doméstica mobilizou a Polícia Militar na manhã desta quinta-feira, 5 de junho, na Rua Netuno, no bairro Vera Cruz, em João Monlevade. Quando as equipes chegaram ao local, encontraram um homem de 43 anos em comportamento agressivo, com surto psicótico declarado, ameaçando a companheira de 39 anos e afirmando que iria danificar objetos da residência.
A abordagem não foi simples. O autor apresentou resistência passiva à intervenção policial — ou seja, não colaborou com os militares, dificultando o controle da situação sem partir para uma agressão física direta. Diante do estado de saúde do suspeito, o SAMU foi acionado e compareceu ao local para avaliação e atendimento médico. Após os cuidados iniciais, ele foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil para os procedimentos legais cabíveis.
Durante o atendimento, a vítima informou aos policiais que o companheiro possuía uma arma de fogo registrada em casa. Levando em conta o contexto da ocorrência — um homem em surto psicótico, com comportamento ameaçador e acesso a armamento — os militares decidiram apreender a pistola e as munições como medida de segurança para proteger a vítima e seus familiares. Foram recolhidos uma pistola calibre .380 e 15 munições calibres .380 intactas.
A decisão de apreender a arma mesmo sendo registrada é uma prática prevista e recomendada em situações de violência doméstica. A legislação brasileira — especialmente o Estatuto do Desarmamento e a Lei Maria da Penha — permite que autoridades policiais recolham armamentos de agressores em contextos de violência doméstica, mesmo quando a posse é regular, justamente para evitar que a arma seja usada contra a vítima em um momento de descontrole.
Surtos psicóticos associados a situações de violência doméstica representam um cenário de risco elevado. A combinação de comportamento imprevisível, ameaças verbais e acesso a armas de fogo cria uma situação potencialmente letal — e a atuação rápida da PM e do SAMU foi fundamental para evitar um desfecho trágico nesta ocorrência.
Mulheres em situação de violência doméstica podem buscar ajuda pelo Ligue 180 — Central de Atendimento à Mulher, disponível 24 horas, de forma gratuita e sigilosa. Em caso de emergência imediata, acione o 190.
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