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Um homem de 44 anos foi preso na manhã desta quinta-feira (22) em João Monlevade depois de ameaçar de morte a esposa e os filhos. Armado, ele se trancou em casa e ameaçou atirar nos policiais. A rendição veio após mais de uma hora de negociação.
João Monlevade (MG) – A Polícia Militar foi chamada por volta das 10h30 desta quinta-feira (22) para atender uma ocorrência de violência doméstica na rua Netuno, no bairro Vera Cruz. Segundo a PM, um homem de 44 anos havia ameaçado de morte a esposa, de 39, e os filhos do casal.
As primeiras informações indicavam que o suspeito tinha sido visto pouco antes na rua, perto da casa, com uma arma de fogo à mostra. A ocorrência foi atendida por militares da 17ª Companhia de Polícia Militar Independente.
Ameaça contra os policiais e área isolada
Quando a equipe chegou, a mulher e os filhos já tinham deixado o imóvel. O homem estava trancado dentro da casa e, de acordo com a PM, ameaçava atirar em qualquer pessoa que tentasse entrar, inclusive nos policiais.
Diante do risco de confronto armado, os militares isolaram a área e chamaram o SAMU de forma preventiva. Em seguida, começou a negociação com o suspeito, procedimento que a polícia chama de parlamentação.
A conversa durou mais de uma hora. Segundo a corporação, a prioridade foi preservar a vida de todos os envolvidos. Ao fim da negociação, o homem foi contido e preso em flagrante. Ninguém ficou ferido, de acordo com as informações divulgadas.
Foram apreendidos no imóvel:
- 1 pistola Taurus calibre .380;
- 15 cartuchos intactos calibre .380;
- 1 arma de pressão calibre 4,5 mm.
O suspeito foi levado à Delegacia de Polícia Civil com o material apreendido. Ele foi preso por porte ilegal de arma de fogo e ameaça, no contexto de violência doméstica contra a mulher. O homem tem direito à defesa e é considerado inocente até julgamento definitivo.
O que diz a lei
Portar arma de fogo de uso permitido, como uma pistola .380, sem autorização é crime previsto no artigo 14 do Estatuto do Desarmamento. A pena é de 2 a 4 anos de reclusão, além de multa.
A ameaça está no artigo 147 do Código Penal. Desde 2024, quando o crime é cometido contra a mulher por razões da condição do sexo feminino, a pena é aplicada em dobro. Nesses casos, a investigação segue mesmo que a vítima não queira representar contra o agressor.
A Lei Maria da Penha também permite que a Justiça determine medidas protetivas de urgência. Entre elas estão o afastamento do agressor da casa, a proibição de se aproximar da vítima e a suspensão da posse ou do porte de armas.
Onde pedir ajuda
Em situação de risco, a orientação é ligar imediatamente para o 190, da Polícia Militar. A Central de Atendimento à Mulher, no Ligue 180, funciona 24 horas, é gratuita e recebe denúncias, inclusive de forma anônima.
Vizinhos, parentes e amigos que presenciarem ameaças ou agressões também podem acionar a polícia. Sair de casa e buscar um local seguro, como fizeram a esposa e os filhos neste caso, é a primeira medida de proteção recomendada quando há arma envolvida.
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Fonte: Polícia Militar de Minas Gerais (17ª Cia PM Ind)