Um homem de 30 anos natural de Ipaba, no Vale do Rio Doce, foi assassinado a tiros na tarde do último domingo, 7 de junho, às margens do rio Delaware, na região de Tacony, na cidade de Filadélfia, estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos. A vítima foi identificada como Samuel Souza Dias.
Segundo informações da polícia de Filadélfia e da imprensa local, Samuel estava sentado em uma caminhonete por volta das 17h, próximo ao píer de embarcações da região, quando foi surpreendido pelo atirador. O suspeito se aproximou do veículo e efetuou diversos disparos. Samuel foi atingido várias vezes na cabeça e nas costas e não resistiu aos ferimentos, morrendo no local.
A companheira de Samuel presenciou o crime e teria fornecido à polícia americana a identidade do autor dos disparos. Mesmo assim, o suspeito segue foragido até o momento.
O caso ganha contornos ainda mais complexos quando se analisa o histórico de Samuel no Brasil. Segundo apuração da Rádio Itatiaia, ele era apontado como suspeito de participação em um homicídio ocorrido em 2019, em Ipaba. Na ocasião, o adolescente Nicolas Jonas Martins Teixeira, de 14 anos, foi assassinado com um tiro no pescoço na região central da cidade. As investigações identificaram envolvidos no crime e apontaram Samuel como um dos suspeitos. Após o caso, ele teria deixado o Brasil e passado a viver nos Estados Unidos.
A suspeita levantada pela reportagem é que o principal suspeito do crime em solo americano também seria natural de Ipaba e teria ligação familiar com Nicolas Jonas — possivelmente seu irmão. Se confirmada, a hipótese aponta para um caso de vingança que atravessou fronteiras internacionais e levou anos para se consumar.
Nas redes sociais, Samuel costumava publicar vídeos da rotina nos Estados Unidos, mostrando atividades de trabalho e momentos de lazer. Pouco tempo antes de morrer, havia compartilhado imagens andando de jet ski, veículo que teria comprado recentemente. Horas antes do homicídio, ele publicou um vídeo nos stories do Instagram mostrando que seguia em direção ao rio Delaware — exatamente o local onde foi morto.
O caso é investigado pela polícia da Filadélfia. Autoridades brasileiras ainda não se pronunciaram oficialmente sobre o caso.
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