Um motorista foi detido na noite deste sábado (15) após se envolver em uma colisão com outros dois veículos na MGC-120, na comunidade do Chaves, em Santa Maria de Itabira. Ele apresentava sinais de embriaguez e se recusou a fazer o teste do bafômetro.
Direto ao ponto: o acidente aconteceu por volta das 21h40, no km 409 da rodovia, e envolveu um Fiat Argo, um Volkswagen Fusca e um GM Monza. O condutor do Argo, de 35 anos, acabou levado à Delegacia de Polícia Civil após admitir o consumo de álcool.
As versões sobre a dinâmica do acidente divergem entre os motoristas envolvidos, mas o desfecho na delegacia ficou definido pelos sinais de alteração psicomotora constatados pelos policiais no condutor do Argo.
Versões contraditórias sobre a colisão
Segundo relatou à polícia, o motorista do Fiat Argo alegou que trafegava sentido Itabira quando veículos vindos na direção contrária teriam invadido sua faixa, tornando a batida inevitável. Já a condutora do Fusca, de 37 anos, apresentou uma versão bem diferente: para ela, foi o próprio Argo que vinha desgovernado em sentido contrário e invadiu a pista oposta, atingindo primeiro seu carro e, na sequência, o Monza conduzido por seu filho, de 19 anos.
Os ocupantes do Fusca e do Monza relataram ainda que o condutor do Argo demonstrava sinais visíveis de embriaguez logo após o impacto, e que ele chegou a deixar o local do acidente em um veículo de terceiros — atitude que ele justificou dizendo ter se sentido ameaçado no momento. Pouco depois, o homem retornou ao trecho acompanhado por familiares.
Recusa ao bafômetro e admissão do consumo
Ao chegarem ao local, os policiais militares constataram sinais visíveis de alteração psicomotora no motorista do Argo. Questionado, ele admitiu ter consumido cerveja e energético antes de pegar a estrada, mas optou por não realizar o teste do bafômetro.
Já os motoristas do Fusca e do Monza se submeteram ao teste sem resistência, e o resultado apontou negativo para a ingestão de álcool em ambos os casos — o que reforça, sob a ótica da investigação, a diferença de conduta entre os envolvidos no acidente.
O que acontece com quem se recusa ao bafômetro
A recusa em realizar o teste do bafômetro não isenta o condutor de responsabilização: quando há outros sinais evidentes de embriaguez, como alteração de fala, equilíbrio ou coordenação, a autoridade policial pode autuar o motorista com base nesses elementos, mesmo sem o exame. Foi justamente essa combinação — sintomas visíveis, confissão do consumo e recusa ao teste — que motivou a detenção do motorista do Argo.
Dirigir sob efeito de álcool é enquadrado como crime de trânsito pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB), com previsão de detenção de seis meses a três anos, além de suspensão do direito de dirigir e multa.
Veículos foram removidos por guincho
Sem condições de rodagem após o impacto, os três veículos precisaram ser retirados da rodovia por guinchos particulares, acionados pelos próprios proprietários. O trecho da MGC-120 na comunidade do Chaves é conhecido por concentrar acidentes, especialmente durante o período noturno.
O motorista do Fiat Argo foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil em razão do quadro de embriaguez constatado, da confissão sobre o consumo de álcool e da recusa em realizar o teste do bafômetro. A Só Notícias Online vai acompanhar o desdobramento do caso.