Antônia Gilvanda Rabelo, de 56 anos, morreu na tarde desta quarta-feira, 3 de junho, no Hospital João XXIII, em Belo Horizonte. Ela estava internada desde o último domingo, 31 de maio, quando foi baleada na cabeça em frente a um pub na cidade de Três Marias, a 270 km da capital mineira. Na terça-feira, 2, ela havia entrado em protocolo para diagnóstico de morte encefálica.
O crime aconteceu na madrugada de domingo. Antônia estava na área externa do pub com um primo, uma prima e o marido da prima — o grupo havia saído de um churrasco em família para encerrar a noite no bar. Segundo sua irmã, dois disparos atingiram a cabeça da vítima: uma bala transpassou o crânio e a outra parou próximo ao ouvido. Ela foi atendida inicialmente no Hospital São Francisco, em Três Marias, mas a gravidade do quadro exigiu transferência imediata para o João XXIII.
Outros dois jovens, de 21 e 24 anos, foram baleados nas pernas e no pé durante o ataque. Eles sofreram ferimentos leves e já receberam alta. Um deles era funcionário do pub e estava de folga; o outro, um amigo que estava com ele.
Testemunhas relataram à polícia que os suspeitos chegaram em um carro branco. Ao menos dois homens participaram do ataque — um deles desceu do veículo usando um capuz, caminhou em direção ao bar e abriu fogo. Ao menos seis disparos foram efetuados antes da fuga. O pub estava cheio no momento do ataque e clientes correram assustados ao ouvir os tiros.
A família de Antônia acredita que ela não era o alvo. "Ela não tinha desavenças e era querida na cidade onde morava", disse sua irmã à imprensa. Natural de Luizlândia do Oeste, distrito de João Pinheiro, Antônia era responsável por cuidar da mãe idosa. "Ela era muito alegre, querida e vaidosa", lamentou uma parente.
O corpo deve ser velado em Três Marias nesta quinta-feira, 4 de junho. A Polícia Civil investiga a motivação e a autoria do crime.
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