RIBEIRÃO DAS NEVES (MG)- A Escola Municipal Bruna Diniz Patrocínio Alves, no bairro Liberdade, em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, suspendeu as aulas após a morte da aluna Emanuelly Lana Martins Soares, de 7 anos, na tarde desta quarta-feira (12).
Segundo o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG), a corporação recebeu um chamado sobre a ocorrência e orientou por telefone uma profissional da escola sobre os procedimentos para casos de obstrução das vias aéreas.
O representante técnico médico do município, William Silva, afirmou que a causa da morte ainda não pode ser confirmada e que apenas a perícia da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) poderá esclarecer o que de fato ocorreu durante o período de alimentação da criança.
Conforme relatou o médico, uma equipe da escola prestou o primeiro atendimento, enquanto a unidade de saúde vizinha e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) também foram acionados simultaneamente.
A reportagem apurou que a equipe do SAMU realizou avaliação da via aérea da criança, mas o próprio médico responsável reforçou que qualquer conclusão neste momento ainda é especulativa, cabendo à perícia oficial confirmar os fatos.
Criança tinha diagnóstico de autismo
Emanuelly tinha diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA) em nível 1 de suporte. Segundo a secretária municipal de Educação, Dolores Kicila, esse nível de diagnóstico não exigia acompanhamento individual durante as refeições, já que o suporte da criança era de natureza pedagógica.
De acordo com a secretária, a profissional de apoio pedagógico da menina estava na escola no momento do incidente e foi quem acionou a unidade de saúde próxima, correndo até o local para pedir ajuda.
Kicila afirmou ainda que Emanuelly era descrita pela equipe escolar como uma criança independente e autônoma, e que era acompanhada por diversos profissionais presentes no refeitório durante a alimentação.
Uma amiga da família, identificada como Adrielia Aguiar, apresentou versão diferente sobre o caso. Segundo ela, toda criança com diagnóstico de autismo teria direito a acompanhamento de profissional de apoio, e a ausência desse suporte no momento poderia ter contribuído para o ocorrido.
Aguiar atribuiu falhas tanto à Secretaria de Educação quanto à Prefeitura de Ribeirão das Neves, defendendo que o apoio adequado poderia ter evitado o desfecho fatal. Para acompanhar outras notícias sobre a Região Metropolitana de Belo Horizonte, acesse a editoria Geral do Só Notícias Online.
Investigação em andamento
Durante coletiva de imprensa, a secretária de Educação informou que a Prefeitura está prestando assistência à família e que um processo investigativo foi aberto para apurar todas as circunstâncias do caso, incluindo os laudos periciais ainda pendentes.
Em nota, a Prefeitura de Ribeirão das Neves informou que a criança apresentou mal-estar nas dependências da escola e que funcionários prestaram os primeiros socorros enquanto aguardavam a chegada do SAMU.
Segundo a gestão municipal, o serviço de socorro levou cerca de 15 minutos para chegar à escola, e a equipe médica insistiu em manobras de reanimação por mais 40 minutos, sem sucesso.
A prefeitura manifestou solidariedade à família e à comunidade escolar, e a Secretaria de Educação determinou a abertura de um processo de sindicância administrativa para apuração interna do episódio. Acompanhe também outras notícias da região na editoria de Polícia do portal.