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Presidente terminou o primeiro turno em segundo lugar, mas virou a disputa neste domingo e venceu Flávio Bolsonaro por 51,74% a 48,26% dos votos válidos.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito neste domingo (25) para mais quatro anos no Palácio do Planalto. Ele derrotou o senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno, com 51,74% dos votos válidos, contra 48,26% do adversário, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Com mais de 97% das seções totalizadas, a diferença entre os dois era de cerca de 4,2 milhões de votos, vantagem que já tornava a vitória do petista matematicamente garantida.
Os votos brancos somaram cerca de 1,1%, e os nulos, 2,1% do total. O eleitorado apto a votar era de 158,7 milhões de pessoas.
Virada inédita desde 1989
O resultado representa uma virada. No primeiro turno, em 4 de outubro, Flávio Bolsonaro terminou na frente, com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula. A diferença, na época, foi de cerca de 2,2 milhões de votos a favor do candidato do PL.
Desde a redemocratização, em todas as eleições presidenciais decididas em segundo turno, o candidato que liderou a primeira etapa acabou vencendo. Foi assim em 1989, 2002, 2006, 2010, 2014, 2018 e 2022. Em 2026, pela primeira vez, quem ficou em segundo lugar no primeiro turno conquistou a Presidência.
Quarto mandato
Com a vitória, Lula vai para o seu quarto mandato como presidente. Ele já havia governado o país entre 2003 e 2010, em dois mandatos seguidos, e voltou ao cargo em 2023, após vencer Jair Bolsonaro, pai de Flávio, em 2022.
Ao fim do novo mandato, o petista vai somar 16 anos na Presidência. Nascido em 27 de outubro de 1945, em Caetés, no interior de Pernambuco, Lula completa 81 anos nesta terça-feira (27). O vice-presidente reeleito é Geraldo Alckmin (PSB).
Dia de eleição teve votação prorrogada
A apuração começou mais tarde do que o previsto. Pouco antes do fechamento das urnas, o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prorrogação da votação até as 19h em todo o país, atendendo a um pedido da coligação de Lula, que alegou falta de ônibus em cidades da Bahia.
Por causa da decisão, o TSE pausou a totalização dos votos às 17h20. A divulgação dos resultados foi retomada após o novo horário de encerramento.
Quando ocorre a posse
Concluída a apuração, o TSE proclama o resultado oficial e marca a diplomação dos eleitos, prevista para dezembro. É o ato que confirma que o candidato está apto a tomar posse.
A posse do presidente está marcada para 5 de janeiro de 2027. A data foi alterada pela Emenda Constitucional 111, de 2021. Antes, presidentes tomavam posse em 1º de janeiro. Esta será a primeira vez que a cerimônia ocorrerá na nova data.
O novo mandato vai até janeiro de 2031. Pela Constituição, Lula não poderá disputar uma nova reeleição consecutiva em 2030.
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Fonte: Revista Oeste, com dados do TSE e informações de BM&C News e NSC Total.