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A Polícia Civil prendeu nesta quinta-feira (29), em Ipatinga, um homem suspeito de estuprar uma jovem de 18 anos atraída por uma falsa oferta de emprego como babá. Segundo a investigação, ele usava um nome feminino em um grupo de vagas de trabalho para abordar mulheres e admitiu ter feito contato com mais de dez delas.
Ipatinga (MG) – A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) prendeu preventivamente, nesta quinta-feira (29), um homem investigado por estupro em Ipatinga, no Vale do Aço. Ele é suspeito de ter atraído uma jovem de 18 anos com uma falsa oferta de trabalho como babá. O nome e a idade do suspeito não foram divulgados.
Segundo a vítima, o contato começou em um grupo de mensagens usado para divulgar vagas e contratar profissionais de diferentes áreas. Ela recebeu uma mensagem de um perfil que se apresentava como mulher e dizia procurar uma babá para a filha de 4 anos.
Como a jovem foi atraída
O encontro foi marcado em frente a uma farmácia no bairro Canaã. Depois, a jovem foi avisada de que um conhecido da suposta contratante iria buscá-la de moto. O motociclista disse que a levaria até a pessoa responsável pela vaga, mas mudou o trajeto e parou em uma estrada de terra, em um local escuro, onde, segundo o relato da vítima, aconteceu o crime.
Em seguida, o homem deixou a jovem em frente a um supermercado no bairro Cidade Nova, em Santana do Paraíso, dizendo que a mulher que havia oferecido o trabalho estaria esperando por ela ali.
Investigação e prisão
A vítima procurou a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Ipatinga no dia 20 de outubro. A investigação reuniu o depoimento dela, o relato de uma testemunha e provas periciais. Depois que o suspeito foi identificado, a Justiça decretou a prisão preventiva.
Os mandados de prisão e de busca e apreensão foram cumpridos nesta quinta. Os policiais apreenderam a motocicleta que teria sido usada para buscar a jovem, um celular e um pen drive. O homem foi levado ao sistema prisional.
Suspeito admitiu usar nome feminino
Em depoimento, o investigado confirmou que participava do grupo e que usava um nome feminino para conversar com mulheres no privado e oferecer supostos trabalhos de babá. Ele disse que costumava convidá-las para atos sexuais durante o trajeto, mas negou ter forçado qualquer uma delas. Segundo o próprio relato, ele abordou mais de dez mulheres.
O inquérito continua para esclarecer todos os fatos e verificar se outras mulheres foram abordadas da mesma forma. O suspeito tem direito à defesa e é considerado inocente até eventual condenação definitiva.
Como se proteger de ofertas falsas de emprego
O caso acende um alerta para quem procura trabalho em grupos de WhatsApp e redes sociais. Alguns cuidados ajudam a evitar riscos:
- Desconfie quando o contratante não aceita fazer chamada de vídeo ou ligação antes do encontro;
- Peça dados da pessoa ou da empresa, como nome completo e endereço, e confira se existem;
- Marque entrevistas em locais públicos e movimentados, como o próprio local de trabalho ou um comércio;
- Não aceite carona de desconhecidos enviados pelo suposto empregador;
- Avise alguém de confiança sobre onde vai, com quem e a que horas, e compartilhe a localização em tempo real.
Onde pedir ajuda e denunciar
Mulheres que tenham passado por situação parecida podem procurar a Deam ou qualquer delegacia da Polícia Civil. A Central de Atendimento à Mulher, Ligue 180, funciona 24 horas, é gratuita e orienta sobre os serviços da rede de proteção. Em emergências, ligue 190. Denúncias anônimas podem ser feitas pelo 181.
Em casos de violência sexual, o atendimento médico rápido é importante: hospitais e unidades de saúde oferecem atendimento de urgência, incluindo prevenção de infecções e gravidez, mesmo antes do registro da ocorrência.
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Fonte: Polícia Civil de Minas Gerais (Ascom/PCMG)