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Uma lanchonete da Avenida Getúlio Vargas, no bairro Carneirinhos, em João Monlevade, foi assaltada na madrugada desta quinta-feira (29). O suspeito fingiu estar armado, levou dinheiro, um celular e alimentos, e ameaçou a atendente de morte antes de fugir a pé. A PM já identificou o homem e faz buscas para localizá-lo.
João Monlevade (MG) – Uma lanchonete localizada na Avenida Getúlio Vargas, no bairro Carneirinhos, foi alvo de um roubo na madrugada desta quinta-feira (29). A Polícia Militar foi acionada por volta de 4h32, depois que uma funcionária relatou ter sido vítima do crime.
Segundo o registro da 17ª Companhia Independente da PM, o homem entrou no estabelecimento simulando portar uma arma de fogo escondida sob a roupa. Em seguida, exigiu o dinheiro do caixa, o celular da lanchonete e alimentos. Antes de ir embora, ele ainda ameaçou a atendente de morte. Ela não ficou ferida.
O que foi levado
De acordo com a Polícia Militar, o suspeito levou:
- R$ 168,00 em dinheiro;
- um celular Samsung, que pertence ao estabelecimento;
- alimentos da lanchonete, sem quantidade informada.
Suspeito fugiu a pé e foi identificado
Depois do registro, os militares fizeram diligências na região e conseguiram identificar o suspeito. A PM não divulgou o nome nem a idade dele. Segundo a corporação, o homem fugiu a pé até uma praça, onde conversou com outra pessoa e depois seguiu para rumo ignorado.
A Polícia Militar informou que mantém rastreamento para localizar o suspeito e recuperar os objetos levados. Até a publicação desta reportagem, ninguém havia sido preso. Como o caso ainda está em apuração, o homem é tratado como suspeito.
Fingir estar armado também é roubo
Mesmo sem arma de verdade, o crime não deixa de ser roubo. O Código Penal, no artigo 157, define roubo como tomar um bem de alguém mediante violência ou grave ameaça. Simular uma arma e ameaçar a vítima de morte se enquadra como grave ameaça, já que a pessoa não tem como saber se o objeto é real.
A pena prevista para o roubo simples é de 4 a 10 anos de reclusão, além de multa. A diferença em relação ao uso de uma arma verdadeira está no aumento de pena: segundo o entendimento dos tribunais superiores, o agravante por emprego de arma de fogo exige que a arma exista de fato.
Na prática, para quem está atrás do balcão, não faz diferença. A orientação das forças de segurança é não reagir, já que não há como saber se o criminoso está armado.
Cuidados para quem trabalha de madrugada
Lanchonetes, padarias e outros comércios que funcionam durante a noite e a madrugada costumam ser alvos por terem pouco movimento e poucos funcionários. Algumas medidas ajudam a reduzir o risco, como manter pouco dinheiro no caixa, fazer sangrias frequentes e incentivar pagamentos por Pix e cartão.
Veja o vídeo abaixo
Câmeras de monitoramento bem posicionadas, principalmente na entrada e no caixa, também ajudam a polícia a identificar suspeitos com rapidez. Depois de um assalto, o ideal é acionar o 190 o quanto antes e não mexer no local até a chegada da polícia.
Como ajudar
Quem tiver informações sobre o paradeiro do suspeito pode avisar a Polícia Militar pelo 190. Denúncias também podem ser feitas de forma anônima pelo Disque-Denúncia 181, com ligação gratuita e sem necessidade de identificação.
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Fonte: Polícia Militar de Minas Gerais – 17ª Companhia Independente (João Monlevade)