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A Polícia Civil prendeu nesta quinta-feira (29), em Vespasiano, na Grande BH, o último investigado que estava foragido desde a operação Gargântua, deflagrada em agosto contra um grupo suspeito de agiotagem, extorsão e sequestro. As apurações já levaram ao bloqueio de imóveis, veículos e até de uma lancha.
Vespasiano (MG) – A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) prendeu na madrugada desta quinta-feira (29) um homem de 35 anos que era o último investigado foragido da operação Gargântua. Ele foi localizado no bairro São Damião, em Vespasiano, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
A operação foi deflagrada em 20 de agosto e investiga um grupo suspeito de envolvimento em agiotagem, extorsão, sequestro, lavagem de dinheiro e outros crimes. O nome do preso não foi divulgado.
15 pessoas indiciadas
A investigação é conduzida pelo Departamento Estadual de Operações Especiais (Deoesp), por meio da 2ª Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco). O inquérito terminou com o indiciamento de 15 pessoas.
Segundo a PCMG, sete investigados estão presos e outros quatro respondem ao processo em liberdade provisória. A corporação não detalhou a situação dos demais indiciados. Todos os envolvidos são considerados inocentes até eventual condenação definitiva pela Justiça.
Dinheiro, armas e bloqueador de sinal
Na fase ostensiva da operação, em agosto, os policiais apreenderam cerca de R$ 170 mil em dinheiro, três armas de fogo, munições e carregadores. Também foram recolhidos relógios, joias, um contador de cédulas, máscaras, uniformes camuflados, um soco-inglês, uma faca e um taco de beisebol.
Um dos itens que mais chamou a atenção dos investigadores foi um bloqueador de sinal eletrônico. Uma das hipóteses analisadas é que o aparelho fosse usado para impedir pedidos de socorro e o acionamento da polícia durante os crimes, inclusive em situações de violência e tortura.
Imóveis, carros e lancha bloqueados
O rastreamento do patrimônio do grupo encontrou bens que não constavam no pedido inicial de bloqueio feito à Justiça. Com isso, a Polícia Civil apresentou uma representação complementar, e a Justiça determinou o bloqueio de três imóveis em Capitólio, Vespasiano e São José da Lapa, avaliados em cerca de R$ 3 milhões.
Também foram alcançados cerca de R$ 200 mil nas contas de uma empresa investigada, apontada como possível empresa de fachada. Os policiais ainda identificaram 11 veículos (nove carros e duas motos), avaliados em aproximadamente R$ 1 milhão, além de uma lancha estimada em R$ 400 mil.
Somados, os bens bloqueados e identificados passam de R$ 4,6 milhões, sem contar o dinheiro apreendido em espécie. Com a prisão desta quinta-feira, a PCMG informou que segue no cumprimento das medidas judiciais ligadas à operação.
Agiotagem é crime: como denunciar
Emprestar dinheiro cobrando juros acima do permitido em lei, a chamada agiotagem, é crime previsto na Lei de Crimes contra a Economia Popular (Lei 1.521/1951). Quando a cobrança envolve ameaça ou violência para obrigar a vítima a pagar, o caso pode configurar também extorsão, crime do Código Penal com pena bem mais alta.
Muitas vítimas deixam de denunciar por medo de represálias. A denúncia pode ser feita de forma anônima pelo Disque-Denúncia 181 ou pela Delegacia Virtual da Polícia Civil. Em situação de emergência, o número é o 190, da Polícia Militar.
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Fonte: Polícia Civil de Minas Gerais (Ascom/PCMG)