Uma mulher de 27 anos, identificada como Tamires Graziele Evangelista, foi encontrada morta em um motel na Rua dos Guaranis, no Centro de Belo Horizonte, neste domingo (16). O homem que estava com ela no quarto foi levado para prestar depoimento à Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG).
O que você precisa saber: segundo relato do suspeito à polícia, os dois entraram em luta corporal e, em determinado momento, ele teria aplicado um mata-leão na vítima. A PMMG foi acionada depois que pessoas ouviram gritos vindos do quarto onde o casal estava.
O suspeito foi encaminhado ao Hospital João XXIII para atendimento de um ferimento superficial no pescoço, antes de seguir para a Delegacia de Plantão de Atendimento à Mulher.
Como a PM foi acionada para a ocorrência
De acordo com o tenente Rafael Batista Neto, uma testemunha entrou em contato com a recepção do motel após ouvir os gritos, mas a tentativa de contato por interfone com o quarto não obteve resposta. Diante disso, os funcionários abriram a portinhola usada para entrega de produtos consumidos dentro do estabelecimento e, por ali, avistaram a vítima já caída no chão.
A partir desse relato, a Polícia Militar foi chamada ao local e deu início aos procedimentos padrão de uma ocorrência com vítima fatal, incluindo isolamento da cena e acionamento da perícia.
Versão do suspeito e motivação alegada
Segundo contou à polícia, o suspeito afirmou que a discussão começou depois que ele encontrou mensagens trocadas entre Tamires e outro homem. Ele alegou que as agressões durante o confronto teriam sido mútuas — versão que ainda será apurada pela investigação, já que se trata do relato do próprio suspeito, sem confirmação independente até o momento.
Não há, por ora, informações detalhadas sobre a dinâmica completa do que aconteceu dentro do quarto antes da chegada da equipe policial.
Suspeito já tinha histórico de agressões
O tenente Rafael Batista Neto informou que existe um registro policial anterior contra o suspeito, referente a uma ocorrência em que ele teria desferido socos no rosto da vítima dentro de uma lanchonete, em fevereiro do ano passado. Além desse caso, o homem já havia sido preso anteriormente por tráfico de drogas, receptação, vias de fato, agressão e lesão corporal.
Esse histórico deve ser levado em conta pela investigação em curso, já que pode ajudar a compor o quadro sobre o comportamento do suspeito em relação à vítima e a outras pessoas envolvidas em ocorrências anteriores.
Próximos passos do caso
Após ser atendido no Hospital João XXIII, o suspeito segue agora para a Delegacia de Plantão de Atendimento à Mulher, onde o caso deve ser formalmente investigado, com possibilidade de novas diligências, incluindo perícia no local e depoimentos de testemunhas do motel.
A Só Notícias Online vai acompanhar os desdobramentos do caso e atualizar esta matéria conforme novas informações sejam divulgadas pela Polícia Civil ou pelo Ministério Público.
Mulheres em situação de violência doméstica podem buscar apoio pela Central de Atendimento à Mulher, no número 180, disponível 24 horas em todo o Brasil.