Perseguição na BR-381 em João Monlevade termina com a prisão de um homem foragido por roubo, na manhã desta quarta-feira (19).
JOÃO MONLEVADE (MG)- Um homem de 29 anos, que tinha um mandado de prisão em aberto por roubo, foi preso pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) após uma perseguição na BR-381, em João Monlevade, na manhã desta quarta-feira (19).
O mandado havia sido expedido pela Vara de Execuções Criminais de Belo Horizonte e tem validade até 2041.
A ocorrência começou durante uma fiscalização no km 347 da rodovia. Segundo a PRF, o motociclista desobedeceu à ordem de parada e fugiu, realizando manobras para escapar da abordagem.
Após cerca de cinco quilômetros de acompanhamento, ele caiu ao tentar acessar uma estrada de terra, abandonou a motocicleta e tentou fugir a pé por uma área de mata, mas foi alcançado pelos policiais.
Durante a verificação do veículo, a PRF identificou sinais de adulteração na numeração do motor e no chassi. A análise também apontou que a motocicleta original possuía queixa ativa de roubo ou furto.
O homem foi encaminhado à Delegacia de Polícia Judiciária de João Monlevade, e a motocicleta foi levada para um pátio conveniado.
O que diz a lei sobre adulteração de chassi
Adulterar numeração de motor ou chassi é crime previsto no Código Penal, com pena de reclusão de três a seis anos, além de multa. A conduta costuma estar associada a esquemas de receptação de veículos roubados ou furtados, já que a alteração busca dificultar a identificação da origem ilícita do bem — dificultando o rastreamento por bases de dados de segurança pública mesmo quando o veículo circula normalmente em fiscalizações de rotina.
Casos como esse reforçam a importância de fiscalizações constantes em rodovias federais na região, já que a combinação entre mandado de prisão em aberto e veículo com chassi adulterado costuma indicar envolvimento em mais de um crime simultaneamente. A BR-381, por cortar diversos municípios do Vale do Aço e da Região Metropolitana de Belo Horizonte, é um dos principais pontos de fiscalização da PRF no estado.
Como funciona a verificação de chassi em fiscalizações de rotina
Durante abordagens de trânsito, agentes da PRF utilizam leitores e bases de dados integradas para confirmar se a numeração do motor e do chassi de um veículo corresponde ao registro original. Sinais de raspagem, resoldagem ou substituição de placas metálicas costumam ser os primeiros indícios de adulteração identificados visualmente pelos policiais antes mesmo da consulta eletrônica, o que ajuda a agilizar a constatação do crime em campo.
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