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Suspeito teria rendido funcionários e clientes, levado dinheiro do cofre e celulares e obrigado uma das vítimas a dirigir um carro até outro bairro; todos os objetos foram recuperados.
TIMÓTEO (MG) – Um homem de 23 anos foi preso em flagrante suspeito de assaltar uma farmácia no bairro Centro Norte, em Timóteo, no Vale do Aço, na noite de sexta-feira (9).
A Polícia Militar recuperou dinheiro, celulares, um tablet e pertences das vítimas, além de apreender um simulacro de arma de fogo.
Como foi o assalto
A PM foi acionada por volta das 20h32, após uma denúncia de roubo em andamento no estabelecimento.
De acordo com o relato das vítimas, o suspeito entrou na farmácia com um objeto parecido com uma arma de fogo e rendeu funcionários e clientes.
Sob ameaça, ele teria levado dinheiro do cofre, aparelhos celulares e outros pertences das pessoas que estavam no local.
Vítima foi obrigada a dirigir carro
Durante a ação, uma das vítimas foi forçada a conduzir um Hyundai IX35 preto até o bairro Ana Moura.
Ao chegar ao bairro, ela foi liberada pelo suspeito. A PM não informou se alguém ficou ferido.
Ao todo, quatro pessoas foram vítimas do crime: um homem de 59 anos e três mulheres, de 25, 32 e 54 anos.
Suspeito foi localizado no mesmo bairro
Após levantamentos e diligências, os militares identificaram o suspeito e o encontraram em uma residência no próprio bairro Ana Moura.
Segundo a PM, durante a abordagem ele assumiu a autoria do crime e mostrou onde havia escondido o simulacro e os objetos levados.
Ele foi preso em flagrante e levado à autoridade policial, junto com todo o material recuperado.
O que foi recuperado
Confira a lista de itens recuperados e apreendidos pela Polícia Militar:
- R$ 1.970 em dinheiro
- 2 aparelhos celulares
- 1 tablet iPad
- 1 bolsa preta com pertences e documentos pessoais das vítimas
- 1 simulacro de arma de fogo
- 1 faca
- 1 bicicleta
- Peças de roupa relacionadas à ocorrência
Arma falsa não afasta o crime de roubo
Mesmo quando o objeto usado é um simulacro, a abordagem com uma réplica de arma costuma ser enquadrada como roubo, previsto no artigo 157 do Código Penal. Isso porque a vítima é intimidada da mesma forma.
A pena base do crime é de quatro a dez anos de reclusão. O uso de uma réplica, por si só, não gera o aumento de pena previsto para o emprego de arma de fogo verdadeira, segundo o entendimento atual dos tribunais.
Por outro lado, manter a vítima sob seu poder, restringindo sua liberdade, pode ser considerado causa de aumento de pena. A análise caberá à Polícia Civil, ao Ministério Público e à Justiça ao longo do processo.
O suspeito tem direito à defesa e só poderá ser considerado culpado após o julgamento.
Orientações para comerciantes
Em situações de assalto, a recomendação das forças de segurança é não reagir e evitar movimentos bruscos.
Assim que possível e em segurança, acione a PM pelo 190 e tente memorizar características do suspeito, como roupas, altura e direção de fuga. Essas informações ajudam na localização do autor.
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Fonte: Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG)