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Caso "Sete Punhal": líder religioso condenado por abusos em Itabira vai cumprir pena em casa

Homem foi sentenciado a seis anos, nove meses e vinte dias em regime semiaberto; segundo a Polícia Civil, ele usava promessas de cura e proteção espiritual

Walisson Silva
Por Walisson Silva
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Caso
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Benefício foi concedido após o cumprimento de um sexto da pena e avaliação de bom comportamento; condenado foi preso em setembro de 2025, no bairro São Pedro.

ITABIRA (MG) – O líder religioso condenado no caso conhecido como "Sete Punhal", em Itabira, recebeu autorização da Justiça para cumprir a pena em prisão domiciliar. A decisão foi tomada depois que ele cumpriu um sexto da condenação e teve o bom comportamento avaliado.

A pena fixada é de seis anos, nove meses e vinte dias de reclusão, inicialmente em regime semiaberto. Com a expedição do alvará, ele passa a cumprir a pena em casa, sujeito às condições definidas pela Justiça.

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Relembre o caso

O caso ganhou repercussão em setembro de 2025, quando o homem, então com 47 anos, foi preso preventivamente no bairro São Pedro, em Itabira.

A investigação foi conduzida pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Itabira, da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG). A apuração começou a partir de denúncias de mulheres que relataram ter sofrido abusos durante supostos rituais religiosos.

Segundo as informações divulgadas durante a investigação, o homem afirmava incorporar uma entidade espiritual chamada "Sete Punhal". De acordo com os relatos reunidos pela polícia, ele usava promessas de cura de doenças e de proteção espiritual para convencer as mulheres a participar de atos sexuais.

O que muda com a prisão domiciliar

A prisão domiciliar não significa o fim da pena. O condenado continua cumprindo a sentença, mas em casa, e precisa seguir regras definidas pela Justiça.

Entre as condições mais comuns estão a obrigação de permanecer em casa em horários determinados, a proibição de mudar de endereço sem autorização, o comparecimento periódico em juízo e, em alguns casos, o uso de tornozeleira eletrônica. As condições impostas neste caso não foram divulgadas.

Se descumprir alguma das regras, o condenado pode perder o benefício e voltar ao sistema prisional. A decisão é acompanhada pelo juízo de execução penal, que fiscaliza o cumprimento da pena.

Sinais de alerta em falsos rituais

Casos de abuso sexual com pretexto religioso ou espiritual costumam seguir padrões parecidos. O agressor se apresenta como alguém com poderes especiais, explora momentos de fragilidade, como doenças ou problemas familiares, e promete cura ou proteção em troca de "rituais" a sós.

Pedidos de segredo, exigência de que a pessoa tire a roupa ou permita toques, e ameaças de castigo espiritual caso ela conte a alguém são sinais de alerta. Nenhuma prática religiosa legítima exige contato sexual ou sigilo desse tipo.

Como denunciar

Vítimas de abuso sexual podem procurar a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) ou qualquer delegacia. Denúncias também podem ser feitas pelo Ligue 180, Central de Atendimento à Mulher, que funciona 24 horas, é gratuita e permite o anonimato. Em situações de emergência, ligue para a Polícia Militar pelo 190.

Buscar ajuda o quanto antes é importante para a preservação de provas e para o atendimento de saúde, que inclui medidas de prevenção contra infecções e gravidez.

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Fonte: DeFato.

Walisson Silva

Publicado por:

Walisson Silva

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