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Três homens foram presos na tarde de sexta-feira (06/11) suspeitos de envolvimento em um feminicídio registrado na manhã do mesmo dia no distrito de Cava Grande, em Marliéria, no Vale do Aço. As prisões foram feitas por militares do 58º BPM em Timóteo e Jaguaraçu. Os suspeitos têm 28, 30 e 32 anos.
A Polícia Militar foi acionada no início da manhã com a informação de que o corpo de uma mulher havia sido encontrado no distrito. A partir daí, as equipes começaram as diligências para identificar os envolvidos e esclarecer a motivação do crime.
Suspeito tinha relacionamento com a vítima
Segundo a PM, um dos suspeitos, de 30 anos, mantinha um relacionamento amoroso com a vítima. Os militares também identificaram o veículo que teria sido usado no crime e foram até a casa do suspeito, em Timóteo, onde encontraram o carro estacionado em frente ao imóvel.
Durante a abordagem, de acordo com a polícia, o homem pegou um revólver calibre .32 e um simulacro de arma de fogo, que foram apreendidos. Nas buscas dentro da casa, os policiais encontraram munições dos calibres .380, 9mm, .32 e .38, além de porções de maconha.
Ainda segundo a PM, o suspeito tentou fugir e resistiu à prisão, sendo contido pelos militares. Ele negou a autoria do crime e afirmou ter emprestado o carro a uma terceira pessoa, mas não soube informar quem seria.
Outros dois presos
Durante as diligências, os militares receberam a informação de que um segundo suspeito, de 28 anos, morava no bairro Bandeirantes. Ao perceber a chegada da polícia, ele tentou fugir, mas foi alcançado e preso. No caminho da fuga, foram encontradas 24 pedras de crack.
O terceiro suspeito, de 32 anos, foi localizado em Jaguaraçu. Segundo a PM, ele teria emprestado a arma de fogo usada no feminicídio. Com ele, os policiais apreenderam uma munição calibre .20 e dois rádios comunicadores.
Um quarto homem, de 20 anos, também foi levado à delegacia por estar com drogas, mas, segundo a polícia, não há indicação de que ele tenha participação no crime.
[IMAGEM DA MONTAGEM AQUI]
Material apreendido
- Revólver calibre .32;
- Simulacro de arma de fogo;
- Munições dos calibres .380, 9mm, .32, .38 e .20;
- Porções de maconha e 24 pedras de crack;
- Dois rádios comunicadores.
Os presos e todo o material apreendido foram levados para a Delegacia de Polícia Civil de Plantão em Ipatinga. A Polícia Civil vai investigar a dinâmica do crime e a participação de cada suspeito. Todos têm direito à defesa e são considerados inocentes até eventual condenação definitiva.
O que diz a lei sobre feminicídio
Desde outubro de 2024, com a Lei 14.994, o feminicídio passou a ser um crime autônomo no Código Penal, com pena de 20 a 40 anos de reclusão, a maior prevista na legislação brasileira. O crime é caracterizado quando a mulher é morta por razões da condição do sexo feminino, como em casos de violência doméstica e familiar.
A lei também prevê aumento de pena em situações específicas e considera o feminicídio crime hediondo, o que impede benefícios como fiança e torna mais rígida a progressão de regime.
Como denunciar a violência contra a mulher
Casos de violência contra a mulher podem ser denunciados pelo Ligue 180, a Central de Atendimento à Mulher, que funciona 24 horas, de forma gratuita e sigilosa. Em situações de emergência, a orientação é ligar para a Polícia Militar, no 190.
Vizinhos, familiares e amigos também podem denunciar. Muitas vezes, o feminicídio é o desfecho de um histórico de agressões, ameaças e controle, e a denúncia precoce pode salvar vidas.
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Fonte: Polícia Militar de Minas Gerais – 58º BPM