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A Polícia Militar prendeu um homem de 29 anos e uma mulher de 43, suspeitos de envolvimento no homicídio registrado na quinta-feira (29) no bairro Nova Esperança. Na casa onde estavam, foram apreendidos um carro clonado, um revólver, um colete balístico e drogas.
JOÃO MONLEVADE (MG) – A Polícia Militar prendeu um homem de 29 anos e uma mulher de 43 anos suspeitos de envolvimento no homicídio de quinta-feira (29), no bairro Nova Esperança, em João Monlevade. A prisão foi divulgada nesta sexta-feira (30) pela 17ª Companhia Independente da PM, que faz o policiamento no Médio Piracicaba.
Segundo a corporação, as equipes encontraram os dois depois de diligências, em uma residência no bairro São João. No mesmo endereço estava o veículo clonado que, segundo a PM, foi usado no crime, junto com outros materiais que agora fazem parte da investigação.
De acordo com a Polícia Militar, foram apreendidos no imóvel:
- um veículo clonado;
- um revólver calibre .38;
- um colete balístico;
- munições;
- grande quantidade de drogas: maconha, crack e cocaína.
Até a publicação desta reportagem, a PM não tinha informado a quantidade exata de drogas e munições. A corporação também não divulgou o nome da vítima nem como o crime aconteceu no Nova Esperança.
Em vídeo publicado nas redes sociais da companhia, o tenente Lucas falou sobre a ocorrência. A PM destacou a rapidez da resposta das equipes até chegar aos suspeitos.
O que acontece com os suspeitos agora
Os dois presos e todo o material apreendido foram levados à Delegacia da Polícia Civil. Agora a Polícia Civil vai registrar o procedimento, ouvir os envolvidos e abrir o inquérito para descobrir o papel de cada um no homicídio, além da origem da arma, do carro e das drogas.
Quando uma prisão é feita em flagrante, a lei manda apresentar o preso à Justiça em uma audiência de custódia, geralmente em até 24 horas. Nessa audiência, um juiz verifica se a prisão foi legal e decide se ela continua, se vira prisão preventiva ou se é trocada por outras medidas cautelares.
Veja o vídeo abaixo
O que foi encontrado na casa pode abrir outras linhas de investigação além do homicídio. Adulterar placa ou chassi de veículo é crime previsto no artigo 311 do Código Penal. A posse irregular de arma está no Estatuto do Desarmamento, e guardar drogas em grande quantidade pode ser enquadrado na Lei de Drogas (Lei 11.343/2006).
Os crimes atribuídos a cada um só serão definidos depois da análise da Polícia Civil e do Ministério Público. Até o julgamento, os dois suspeitos são considerados inocentes, como garante a Constituição.
Por que o carro clonado é peça importante no caso
Carro clonado é o que circula com a placa, e às vezes o chassi, copiados de outro veículo legalizado do mesmo modelo e da mesma cor. Quem consulta essa placa encontra os dados do carro regular, e isso dificulta identificar quem realmente estava dirigindo.
Em crimes graves, esse truque costuma ser usado para escapar de câmeras de monitoramento e de sistemas que leem placas automaticamente. Por isso, encontrar o carro costuma ser uma das provas mais importantes da investigação, já que ele pode ligar os suspeitos ao local do crime.
A clonagem também prejudica o dono do carro original, que pode receber multas e notificações de infrações que não cometeu. Quem desconfiar que a própria placa foi clonada deve registrar boletim de ocorrência e procurar o Detran-MG para regularizar a situação.
Informações sobre crimes podem ser passadas de forma anônima pelo Disque-Denúncia Unificado, no 181. Em emergências, o número da Polícia Militar é o 190.
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Fonte: Polícia Militar de Minas Gerais – 17ª Cia PM Ind (Instagram @pmmg.12rpm.17ciapmind).