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A pesquisa Gerp divulgada nesta sexta-feira (16) mostra Flávio Bolsonaro (PL) com 55% dos votos válidos no segundo turno da eleição presidencial, contra 45% de Lula (PT). Nos votos totais, o placar é de 53% a 44%.
BRASÍLIA (DF) – Uma nova pesquisa do instituto Gerp, divulgada nesta sexta-feira (16), aponta o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 55% dos votos válidos no segundo turno da eleição presidencial. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 45%.
O cálculo de votos válidos exclui brancos, nulos e indecisos, seguindo o mesmo critério usado pela Justiça Eleitoral na apuração. O segundo turno será realizado em 25 de outubro.
Os números da pesquisa
No cenário estimulado, quando os nomes dos candidatos são apresentados ao entrevistado, o resultado em votos totais foi:
- Flávio Bolsonaro (PL): 53%;
- Lula (PT): 44%;
- Nenhum dos dois: 1%;
- Não sabe ou não respondeu: 3%.
Na pesquisa espontânea, em que o eleitor responde sem ver a lista de candidatos, Flávio tem 50% e Lula, 40%. Outros nomes somam 3%, e 7% não souberam responder.
Dados técnicos
O Gerp ouviu 2.400 eleitores em todo o país entre os dias 8 e 12 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. A pesquisa foi contratada pelo próprio instituto e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07877/2026.
Segundo a Revista Oeste, o Gerp foi um dos institutos que mais se aproximaram do resultado oficial do primeiro turno, em que Flávio terminou com 47,03% dos votos válidos e Lula, com 45,16%.
Pesquisas mostram cenários diferentes
O resultado do Gerp é diferente do apresentado por outros institutos nesta semana. A pesquisa Quaest, divulgada na quarta-feira (14), mostrou Flávio com 46% e Lula com 44% dos votos totais, o que configura empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos.
No Gerp, a diferença de nove pontos nos votos totais está fora da margem de erro.
Por que as pesquisas divergem
Não é incomum que institutos diferentes cheguem a resultados distintos no mesmo período. Entre os fatores que explicam as diferenças, estão:
- Período de campo: pesquisas feitas em datas diferentes podem captar mudanças de humor do eleitorado;
- Metodologia: entrevistas presenciais, por telefone ou online alcançam públicos diferentes;
- Amostra: a forma como o instituto distribui os entrevistados por região, idade, renda e escolaridade influencia o resultado;
- Formulação das perguntas: a ordem e a forma de apresentar as perguntas podem afetar as respostas.
Especialistas recomendam observar a tendência de várias pesquisas ao longo do tempo, e não um levantamento isolado. Também é importante verificar o registro no TSE, onde ficam disponíveis o questionário, a metodologia e a origem dos recursos de cada pesquisa. A consulta pode ser feita por qualquer cidadão no sistema PesqEle, no site do tribunal.
Fonte: Revista Oeste, com dados do instituto Gerp