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O papa Leão XIV recebeu alta neste sábado (17), quatro dias depois de passar por uma cirurgia para tratar um câncer no pulmão. O pontífice deixou o Hospital Gemelli, em Roma, caminhando sem ajuda e deve conduzir a oração do Angelus neste domingo (18).
CIDADE DO VATICANO – O papa Leão XIV, de 71 anos, recebeu alta do Hospital Gemelli, em Roma, neste sábado (17). Ele estava internado havia quatro dias, depois de passar por uma cirurgia para tratar um adenocarcinoma de pulmão, tipo de câncer confirmado pelo Vaticano.
Segundo comunicado da Santa Sé, a liberação foi possível após exames de sangue, radiografia do tórax e avaliação clínica.
Cirurgia sem complicações
De acordo com o Vaticano, a operação teve resultado satisfatório e transcorreu sem complicações. O procedimento foi conduzido pela equipe de cirurgia torácica liderada pelo médico Stefano Margaritora. O comunicado sobre a alta foi divulgado em conjunto com Luigi Carbone, diretor de Saúde do Vaticano.
O estágio da doença, o tamanho do tumor e se houve comprometimento de outras áreas não foram divulgados.
Ao deixar o hospital, o papa caminhou sozinho até o carro e cumprimentou as pessoas que estavam do lado de fora. Durante a internação, ele manteve algumas atividades, como a celebração de uma missa. Fotos divulgadas pelo Vaticano na sexta-feira (16) já mostravam o pontífice de pé, sem ajuda.
Agenda dos próximos dias
A primeira atividade pública de Leão XIV após a cirurgia deve ser a oração do Angelus, neste domingo (18), da janela do apartamento papal, no Vaticano.
Os principais compromissos previstos são:
- 18 de outubro: oração do Angelus, no Vaticano;
- 6 a 17 de novembro: viagem ao Uruguai, à Argentina e ao Peru.
O secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, afirmou na sexta-feira (16) que a agenda do papa pode precisar ser ajustada ao seu estado de saúde. Até agora, a viagem à América do Sul não foi cancelada.
O que é o adenocarcinoma de pulmão
O adenocarcinoma é o tipo mais comum de câncer de pulmão. Ele faz parte do grupo dos chamados cânceres de pulmão de células não pequenas, que respondem pela grande maioria dos casos da doença. O tumor costuma se formar nas glândulas que revestem as vias aéreas, geralmente nas regiões mais periféricas do pulmão.
Quando diagnosticado em fase inicial, o tratamento mais indicado costuma ser a cirurgia para retirada do tumor, que pode ou não ser complementada com outras terapias, dependendo do caso.
No Brasil, o câncer de pulmão está entre os mais frequentes e é um dos que mais causam mortes. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), são estimados cerca de 32 mil novos casos por ano no país.
Sinais de alerta
Na fase inicial, o câncer de pulmão pode não apresentar sintomas, o que torna o diagnóstico precoce mais difícil. Os médicos recomendam procurar avaliação em caso de:
- tosse persistente ou que muda de padrão;
- falta de ar e chiado no peito;
- dor no peito;
- escarro com sangue;
- perda de peso sem causa aparente.
O tabagismo é o principal fator de risco para a doença, mas o câncer de pulmão também pode atingir pessoas que nunca fumaram, como é comum no caso do adenocarcinoma.
Fonte: Revista Oeste, com informações do Vaticano